TER OU ACEDER

Eis a questão!

Muitas das suas coisas trazem valor ao seu dia-a-dia e é por isso que as tem. Normalmente são coisas que realmente gosta, práticas ou cómodas e que lhe simplificam a vida. Seja a sua roupa, a máquina de café ou um secador de cabelo… indubitavelmente, há peças de que retira valia frequentemente.
Pense neles como os seus “essenciais”.

Mas há outras, que são de uso raro ou esporádico.
Pode ser um produto que apenas foi útil numa ocasião ou que só precisa de tempos a tempos, tal como um livro que só leu uma vez, um escadote que necessita de ano a ano ou um aparelho de culinária que queria experimentar mas que perde logo a graça. E possivelmente só mantém pois “pode vir a precisar um dia” ou “às vezes dá jeito”.

Reflectindo, a verdade é que quando queremos ou precisamos de algo na nossa vida, o impulso que temos é comprá-la no imediato. Tê-la como nossa.

Mas e que tal se…

…explorássemos a possibilidade de aceder a algo sem ter que a ter de imediato? Utilizá-la e depois não ter de “pesar” no nosso espaço?
A verdade é que muitas vezes temos a oportunidade de aceder a um produto (isto é experimentá-lo ou usá-lo apenas quando precisamos), antes de tomar a decisão de trazê-lo definitivamente para casa.

No caso do escadote, será que não o pode pedir emprestado ou sugerir ao condomínio ter alguns equipamentos partilhados?
O mesmo se aplica a ferramentas que é muito raro usar ou novas utilidades que não tem a certeza que se vá adaptar (utensílios de cozinha ou de escritório, por ex.), sempre pode pedir emprestado a um familiar ou amigo. Se gosta e imagina o seu uso regular, compre com toda a confiança!

Felizmente com a tecnologia de hoje, até se pode aceder às coisas que mais gostamos sem ter de as ter fisicamente. Seja o Netflix ou Amazon em vez de filmes e séries, ou o Spotify em vez de CD’s. Até a clássica biblioteca ou museus, tão bons para nos inspirarmos e cheios de cultura disponível!

 

 

A verdade é que somos todos diferentes, e não há sugestões fixas.
Se por exemplo, gosto de sublinhar um livro ou ouvir um vinil da minha colecção, não há “empréstimos” que me valham. Mas certamente também não dispenso uma ida à biblioteca e folhear antes de comprar.

O importante é descobrir o que é realmente valioso para nós e para o nosso quotidiano, e que compense efectivamente ter em casa.

Este, o empréstimo ou aluguer, não é um hábito que esteja instalado na nossa cultura. Mas se considerarmos mesmo isto e o pusermos na prática, acabamos não só por poupar dinheiro na compra, como espaço na nossa casa e até tempo na manutenção…é um alívio.