ARRUMAR E ORGANIZAR: QUAL A DIFERENÇA?

 

Ouço frequentemente no meu dia-a-dia as palavras “arrumar” e “organizar” serem usadas com o mesmo significado. Ora, estou aqui para desmistificar esse erro!

Apesar de se complementarem – e aqui sublinho o facto de ambas serem importantes – são muito diferentes uma da outra! Ora vejamos:

Organização

 É um processo que envolve a selecção e curadoria dos nossos objectos; serve essencialmente para criar um mapa mental daquilo que temos e onde temos, e para nos facilitar as decisões do quotidiano.

Assim, assume-se como um projecto por si só. Temos que ser activos e intencionais com aquilo que nos rodeia – não o fazemos por fazer e temos de estar conscientes para fazer um bom trabalho!

As principais etapas incluem:

  • Percepção de tudo o que temos, e em que quantidade
  • Eliminação daquilo que já não nos faz feliz ou já não cumpre a sua função na nossa vida
  • Re-organização dos objectos nos sítios mais acessíveis e práticos para o nosso estilo de vida

Então, vemos que a principal meta da organização é melhorar a relação com a casa e os nosso pertences; é optimizar o nosso tempo e o nosso espaço!
Afinal, só queremos ser mais felizes em casa e simplificar o nosso dia-a-dia!

 

Arrumação

 É a reposição dos objectos aos seu devido lugar (decidido na organização), permitindo assim o normal funcionamento da casa.

É normal que numa casa vivida haja mais actividade e ao longo do dia os objectos são usados conforme a necessidade. Por isso é tão importante arrumar e devolver tudo ao seu respectivo “lar” – para sabermos sempre onde temos as coisas.
Como é uma actividade muito mais frequente, idealmente será como um hábito automatizado, que se faz quase sem pensar. Aliás, se sente que a arrumação lhe toma demasiado tempo e esforço, significa que não há uma organização eficiente.

Por isso, de cada vez que disser que tem a casa “desarrumada”, pense se na realidade não precisará é de a organizar!

 

 

VEJA COMO É FÁCIL ORGANIZAR AS SUAS FOTOGRAFIAS

 

Apesar de termos a grande maioria das nossas fotografias no telemóvel, é justo dizer que nos dá um gosto especial vê-las em mãos, enquanto navegamos nas nossas memórias doces, engraçadas ou até emotivas.

Quantos de nós não apreciam ainda um bom álbum de fotografias impressas?

Acontece que às vezes não temos tempo nem paciência para as organizar, e vamos adiando o projecto.
E à medida que as fotos começam a empilhar, a tarefa vai-se tornando cada vez mais intimidante. Ora, isto é como uma bola de neve – por mais que procrastinemos, não pára de crescer!

O ideal é encarar este processo como algo agradável de se fazer, e que nos vai dar muito gosto de ver no futuro!
E em vez de o querer fazer de uma vez só – o que levaria várias horas ou até dias, sugiro que se vá fazendo, regularmente mas em bocadinhos mais pequenos.

Começamos por decidir que tipo de organização faz mais sentido para nós – cronológica, temática, ou por pessoa.
Então, começamos a pegar nas fotografias avulso e a empilhá-las pelas categorias que criámos – por exemplo: festas e casamentos, viagens e passeios, infância e juventude, etc. Nesta parte é importante termos post-its à mão para colarmos em cada pilha – assim nunca saímos do fio condutor.

Lembro que pode – e deve! – remover tudo o que são repetições, ou até fotografias que não lhe trazem especial prazer de ver. Foque-se em manter apenas “a nata da nata” das boas memórias!

Findo este passo, está na altura de as guardar e organizar! O objectivo é fazê-lo da forma mais bonita e prática. Queremos ter um nicho de boas memórias, acessível quando as quisermos revistar.

Para isso quero falar-vos das duas melhores formas de o fazer – caixas e álbuns!

caixas

São mais flexíveis, porque se podem ir adicionando novas fotos a qualquer altura, e não há preocupações com a paginação nem com datas muito específicas.
Também pode ser mais interessante quando se junta a família e se vão vendo as diferentes fotos em simultâneo, sem estar toda a gente “encavalitada” em cima de um álbum.

É essencial identificar as categorias criadas, através de separadores ou diferentes caixas – dentro de cada secção podemos misturar fotos, mas o importante é que estejam bem localizadas.
Não se esqueça de confirmar as dimensões das fotografias antes de comprar as caixas.
Pode ser interessante tê-las em cores coordenadas e assim ter uma zona bonita de memórias.

Outra grande vantagem é o facto de se poder adicionar diferentes objectos e assim enriquecer o projecto! Por exemplo objectos pessoais de alguém querido, ou souvenirs de uma viagem.

álbuns

Aqui temos mais controlo sobre a disposição das fotografias, e também estão mais resguardadas (é bom ter aquele papel vegetal entre as páginas para as fotos mais antigas).
Note-se que um álbum bem montado pode ficar lindíssimo!

Também é uma forma de as fotografias ocuparem menos volume porque estão distribuídas pelas páginas.
E pode ser interessante se misturarmos receitas antigas, e outros elementos físicos que enriqueçam as memórias e criem variedade e textura.

Ter em atenção:
Tamanho do álbum vs. dimensões das fotografias.
Se necessário, pode adicionar um envelope na contra-capa do álbum para formatos que não possam ser colados às páginas.

O único contra é que actualmente são mais difíceis de encontrar por já não se usarem muito formatos analógicos (o que acho uma pena), mas existem algumas lojas físicas e online, onde pode dar uma vista de olhos!
De qualquer das formas, existem cadernos bonitos com folhas de cartolina que podem perfeitamente funcionar como álbuns!

 

Deixo aqui uma ideia: e que tal trabalhar com os dois formatos? Pode criar uma zona de memórias com caixas e álbuns – basta escolher cores e formatos que se coordenem entre si e assim pode ter o melhor de dois mundos!

 

 

Inspira

 

Todos nós estamos a passar por uma fase inédita, algo por que nunca passámos.
E neste isolamento tem havido um crescente de stress e ansiedade. Se estamos em família, há mais discussões e atrito; se vivemos sozinhos, há solidão e falta de contacto humano.
No entanto há várias formas de contornar este problema e aliviar alguma da tensão que se vai acumulando. Uma técnica que costuma mostrar bons resultados é a meditação.

Talvez pense que a meditação não é para si… Pense melhor.

São inúmeros os benefícios deste tipo de “exercício”, praticado por todo o tipo de pessoas, dos mais diversos estratos sociais e estágios da vida.
E de qualquer das formas… porque não tentar? Tem tempo nas mãos e está a passar por uma altura mais complicada. O que tem a perder?

 

 

Há quem prefira fazê-lo sozinho, ou com acompanhamento – a chamada meditação guiada. Ajuda-nos a não distrair e a focar no processo. Pode durar dois minutos, dez, vinte – como se sentir mais confortável.

Felizmente existem várias aplicações para telemóvel, com diferentes tipos de abordagem e com versões gratuitas. Ainda estou no início deste processo e estou a tentar descobrir o que funciona melhor comigo, qual a melhor altura do dia, etc.
Mas aqui vão algumas sugestões para tentar aí em casa:

Para quem tem facilidade no inglês:
• Calm
• Headspace
• Breethe
• Present
• Ten percent
• Oak
• Resilio
• Balance

Em brasileiro (infelizmente não conheço em português):
• Medite.se
• Lojong
• Zen
• Meditação
• Meditopia

Para se evitar dispersar, a melhor forma de o fazer é testar uma aplicação de cada vez, durante alguns dias seguidos e depois passar para a próxima. Assim dá uma oportunidade a cada versão para compreender com qual se identifica mais.

Faça por manter este hábito – mesmo para além da quarentena .É bom para si!