Como deixar de comprar POR IMPULSO

 

Tem peças de roupa ainda com etiqueta?
Compra itens e depois não lhes dá uso?
Arrepende-se de certas compras que faz?
Existem peças na sua casa que já nem se lembra que tem?

Então provavelmente já fez algumas compras impulsivas.

Veja se se reconhece neste momento: está numa loja e há algo que lhe desperta a atenção.
Talvez esteja em promoção, ou é simplesmente um produto apetecível, que está ali, à sua frente, e nada o impede de o comprar.
E quando dá por ela, já está na caixa a pagar e sai triunfante da loja com a sua nova aquisição.

Ora, isto foi uma compra impulsiva – era algo que não precisava até ter visto o tal objecto.

O problema aqui é que acaba por acumular coisas que não precisa, e por vezes até se esquece de tudo aquilo que tem.

Assim sendo, não é bom para a sua carteira, para a sua casa, nem para o seu-bem estar.
E há formas de contornar o problema sem sentir que está em privação!

Partilho de seguida alguns truques para se sentir mais em controlo daquilo que adquire!

 

 

Experimente fazer o seguinte:

 

Tire uma fotografia ao que quer comprar, e saia da loja.  Na nossa mente já se esboça um sentimento de posse (mesmo que seja só a fotografia), e isso acalma o impulso da compra. Na maioria das vezes, passado um dia ou dois já não lhe apetece aquirir a tal peça.

Faça estas 3 perguntas:
– Onde vou guardar?
– Realmente acrescenta algo novo e diferente ao que já tenho?
– Vou querer cuidar (fazer a manutenção, limpar, reparar caso se estrague) desta peça?

• Adie a compra!
Mesmo que seja por uma hora, um dia, ou uma semana. E, se o faz sentir-se mais calmo, faça a reserva (a maioria das lojas aceita reservas, nem que seja de apenas umas horas ou um dia). Vá arejar a cabeça, pense noutra coisa e depois com a mente refrescada, reflicta se quer mesmo fazer a aquisição.

Assim, se puser em prática algumas destas estratégias, todas as compras que fizer serão mais intencionais e acertadas!

 

A lei de Parkinson ou o porquê de termos tantos projectos inacabados

 

Organizar os álbuns de fotografias, ler as revistas que se vão empilhando, arrumar a garagem, terminar aquele projecto de artes manuais. Quer terminar os seus projectos, mas continua a adiá-los?

A principal razão prende-se com o facto de quanto mais tempo temos, mais demoramos.
Ou, na sua versão original, “O trabalho expande-se de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização”.

O escritor britânico Cyril Parkinson, autor desta teoria, mal saberia nos anos 50 que viria a ser um tema tão pertinente nos dias de hoje. A ideia era criticar o sistema burocrático do governo, mas serve hoje para refletirmos sobre os nossos hábitos e produtividade.

Já deve ter reparado que, se não tiver um prazo ou uma meta específica para um projecto – pessoal ou profissional – tende a arrastá-lo indefinidamente.

Pois é! Isto deve-se à nossa capacidade mental.
Segundo Eldar Shafir, professor da Universidade de Princeton, nos EUA, e co-autor do livro Escassez, o nosso cérebro tem uma capacidade limitada de atenção e fadiga. Então tende a distribuir as “forças” pelo tempo disponível.

Ou seja, se tivermos um limite de tempo, reunimos esforços para terminarmos a tarefa a tempo e horas. Mas se essa baliza temporal não existir, nós vamos “fazendo”, para um dia terminar – dia de S.-Nunca-à-Tarde, convenhamos.

 

 

E o que é que isso tem a ver com organização?, perguntam.

Tudo! Ora vejam:
É frequente termos vários projectos inacabados, ideias não concretizadas, ou objectos para “um dia” usarmos. E também temos tendência a ocupar todo o espaço disponível, excedendo-o muitas vezes.
Esta é uma das grandes razões de termos desarrumação e coisas a mais.

O que acontece é que quanto mais espaço temos, mais ocupamos; e quanto mais tempo temos para fazer algo, mais demoramos…!

Assim sendo, aprendemos é que é bom impormo-nos a nós mesmos um limite de tempo e de espaço para conseguirmos ter controlo – daquilo que fazemos e daquilo que nos rodeia.

Eis alguns passos para o conseguir:

 

1 – Saiba se o tal projecto lhe dá especial prazer e se realmente quer passar tempo a terminá-lo.
2 – Quando tempo pensa demorar até terminar? Multiplique por dois – assim fica uma estimativa mais realista.
3 – Coloque um limite de tempo – 1 semana? 1 mês? 1 ano?
4 – Gosta de maratonas ou é do tipo “um bocadinho de cada vez”? Planeie o projecto de acordo com o seu perfil.

E quanto ao espaço (por exemplo, quando tem roupas que ocupam o seu armário e o dos outros)?

1– Analise a quantidade de peças que têm. Gosta de todas? São todas necessárias?
2– É preferível designar de antemão o limite de espaço para o que quer guardar
3– Tente organizar as peças de forma harmoniosa e optimize o espaço para que seja não só bonito, mas também funcional.

E é assim! Se seguir estas principais regras, terá meio caminho andado para uma casa leve e desimpedida!
Por onde vai começar?

 

ARRUMAR E ORGANIZAR: QUAL A DIFERENÇA?

 

Ouço frequentemente no meu dia-a-dia as palavras “arrumar” e “organizar” serem usadas com o mesmo significado. Ora, estou aqui para desmistificar esse erro!

Apesar de se complementarem – e aqui sublinho o facto de ambas serem importantes – são muito diferentes uma da outra! Ora vejamos:

Organização

 É um processo que envolve a selecção e curadoria dos nossos objectos; serve essencialmente para criar um mapa mental daquilo que temos e onde temos, e para nos facilitar as decisões do quotidiano.

Assim, assume-se como um projecto por si só. Temos que ser activos e intencionais com aquilo que nos rodeia – não o fazemos por fazer e temos de estar conscientes para fazer um bom trabalho!

As principais etapas incluem:

  • Percepção de tudo o que temos, e em que quantidade
  • Eliminação daquilo que já não nos faz feliz ou já não cumpre a sua função na nossa vida
  • Re-organização dos objectos nos sítios mais acessíveis e práticos para o nosso estilo de vida

Então, vemos que a principal meta da organização é melhorar a relação com a casa e os nosso pertences; é optimizar o nosso tempo e o nosso espaço!
Afinal, só queremos ser mais felizes em casa e simplificar o nosso dia-a-dia!

 

Arrumação

 É a reposição dos objectos aos seu devido lugar (decidido na organização), permitindo assim o normal funcionamento da casa.

É normal que numa casa vivida haja mais actividade e ao longo do dia os objectos são usados conforme a necessidade. Por isso é tão importante arrumar e devolver tudo ao seu respectivo “lar” – para sabermos sempre onde temos as coisas.
Como é uma actividade muito mais frequente, idealmente será como um hábito automatizado, que se faz quase sem pensar. Aliás, se sente que a arrumação lhe toma demasiado tempo e esforço, significa que não há uma organização eficiente.

Por isso, de cada vez que disser que tem a casa “desarrumada”, pense se na realidade não precisará é de a organizar!