O QUE ESTÁ A MAIS NO SEU GUARDA ROUPA

 

Olhar para o guarda-fatos de manhã e sentir que não tem nada para vestir, apesar de o ter repleto de roupa…É um momento clássico para si?
Se lhe dá a sensação de armário cheio mas nada o inspira, este é o momento para rever a sua roupa.

Estatisticamente falando, usamos menos de metade do total das nossas roupas. Mas números à parte, é normal que ao longo dos meses e dos anos, os nossos gostos – e até as curvas do nosso corpo – mudem. E muitas das peças de que já gostámos, deixam de pertencer à nossa lista de favoritos. Sim, porque idealmente, devíamos ter só favoritos no nosso armário! Afinal são esses que, por uma razão ou por outra, nos levam a lhes pegar e usar com todo o gosto.

Aqui vão alguns tipos de roupa que podem estar a mais no seu espaço!

O QUE NÃO VAI COM NENHUMA DAS OUTRAS PEÇAS

Se tem por exemplo, uma camisola espectacular mas não a sabe conjugar com a roupa que tem, temos aqui um problema. Qual a solução?
O ideal é investir um pouco de tempo a fazer diferentes combinações com outras peças para perceber como resolvê-la. Criar o que eu chamo de fórmulas de sucesso, ou seja, conjugações de roupa que já sabe que resultam – sem ter de pensar muito, quando se prepara de manhã. Caso descubra que não funciona com nada mais, coloque na lista de compras a peça ideal que daria com essa camisola ( convém que também dê com várias outras peça suas), ou então decida libertar-se dessa peça desemparelhada!

O QUE NÃO TRAZ AO DE CIMA O MELHOR DE SI

Aqui está um cliché que até pode ser esquecido: o que fica bem nos outros nem sempre nos fica bem. Uma peça até pode ser tendência ou fazer parte de um estilo que nós queremos adoptar, mas tenha em atenção se lhe assenta bem e se expressa a imagem que quer transmitir. O que usamos é a forma como nos apresentamos ao mundo e a nós mesmos, por isso deve trazer ao de cima o melhor de si.
Se tem uma camisa que lhe fica apertada, se o faz sentir desconfortável ou tem um ar desleixado, o que é que pode trazer de positivo para o seu dia? Se faz questão de ter uma peça desse tipo, então procure uma versão melhorada que o faça sentir mais confiante.

Estes dois critérios já vão aliviar alguns dos seus cabides… Em breve retomamos o tema com mais dicas!

 

 

VAMOS ÀS COMPRAS

Ainda no seguimento do artigo anterior, quando decidimos organizar o guarda-roupa, é essencial saber decidir o que fica e o que não.

Assim coloco mais uma questão interessante que ajuda sempre!

Voltava a comprar esse item?

Imagine que está numa loja, que era a sua roupa que estava à venda. Assim, tal qual está: com esses borbotos na bainha, ou aquele furinho na manga.

Se fosse hoje, voltava a comprar?
E não se importava de ficar 20 minutos na fila para pagar?

Esta pergunta levanta sempre o véu do interesse. Porque às vezes basta pôr-se à prova com esse tipo de perspetivas, para perceber o valor real que algo tem na sua vida e dia-a-dia.
Percebe também se tem cuidado bem desse item ou não. Aliás, caso esteja na dúvida se compraria a peça – não fosse o tal furo, mancha ou borboto – sugiro que trate desses detalhes e depois volte à mesma pergunta.

 

 

Também é provável que tenha uma peça que lhe foi cara, mas não usou tantas vezes quanto isso, ou – olhando para trás – percebe que o dinheiro que investiu não lhe deu retorno.
E com retorno quero dizer bem-estar, confiança, e uso.

Se soubesse o que sabe hoje, voltaria a fazer esse investimento?

Talvez tenha peças que, quando as adquiriu, pensou que as ia usar até à exaustão, mas entretanto apercebeu-se que até agora não lhes deu muita utilidade. E este tipo de conclusões só vem com o tempo – por isso é que é tão bom questionarmos o que temos de vez em quando.

Então:
Se a resposta a estas perguntas for não… será que vale o espaço que ocupa na sua casa?
O melhor é mesmo aliviar para poder encaixar as coisas que realmente gosta, hoje!

 

 

Tudo aquilo que não serve

 

No guarda-fatos, tudo aquilo que não serve – no nosso corpo, nos nossos gostos ou no nosso estilo de vida – já não tem mais propósito no nosso espaço. E por isso pode ir.
Como já falámos, a mudança de estação é um bom momento para mudar a roupa do guarda-fatos também. Assim dá-nos a oportunidade de ver as nossas peças com um novo olhar, e uma certa distância. Só assim podemos ter uma opinião mais clara e tomar as melhores decisões.

É verdade que nos custa libertar de algo de que já gostámos, que tenha sido caro ou até que tenha sido oferecido por alguém querido. Mas há que fazer um esforço para que o que nos rodeie reflita quem somos agora. Neste processo, há que ser implacável e sobretudo honesto!

E o que precisa é um pretexto para ser honesto.
Aqui vai o desafio: se tem dúvidas sobre alguma peça, experimente-a, e use-a no dia seguinte ou nessa mesma semana. Ponha a sua roupa à prova.
Se durante esse dia:
· o fecho o fez sentir-se apertado
· não conseguiu levantar os braços
· sentiu que a bainha é muito curta
· reparou que sobressaía alguma curva indesejada
· percebeu não vai com quase nenhuma outra peça que tenha
· ou outro detalhe que não lhe agrade…
aí tem a sua resposta!

 

É por isso que apesar de gostar de determinada peça, não a usa! Uma simples nuance que o faça sentir desconfortável já é motivo para não escolher esse item quando se veste pela manhã.

Acontece que não precisamos de roupa que nos faça sentir gordos, desajeitados ou descuidados.
Queremos um guarda-fatos fácil e polido, onde toda e qualquer peça nos favoreça e nos represente no nosso melhor.
E sem “ervas daninhas” as escolhas tornam-se mais fáceis!