Frescura organizada

 

Para simplificar as suas refeições e actividades na cozinha, tê-la organizada é importante.
Um dos módulos que é mais usado é o frigorífico, e por isso hoje falamos de como ter o seu na linha!

Seja na preparação de um prato ou apenas para um snack, ter os items acessíveis e visíveis é essencial para se ser mais criativo e combater o desperdício.

Eis algumas regras para ter os seus frescos bem arrumados:

1

Dispor os produtos por tipo/uso. Colocar as diferentes categorias de produtos juntos torna mais fácil e rápido pegar-lhes. Se para o pequeno-almoço pode ter geleias, leite, queijo e fiambre, ao juntá-los fica mais prático. Até no congelador, pode separar os vegetais, o pão, a carne e o peixe por zonas. Por vezes pode ajudar ter cestas ou divisórias.

2

Se tiver snacks para os mais novos, coloque-os ao seu alcance – assim vão ficando mais independentes!

3

Tal como na rotação de stock, procure ter os produtos mais perecíveis à frente para se lembrar de os usar. Aplicável também no congelador, onde deve registar qual a data de congelação do produto.

4

Se lhe ocorre uma ideia de refeição para gastar alguns alimentos, coloque-os lado a lado para não se esquecer quando for cozinhar. Tal como no ponto 1, associar ideias simplifica muito o dia-a-dia!

Tente coordenar estas sugestões com as normas de conservação dos alimentos, que variam conforme o modelo do frigorífico.

Veja aqui alguma inspiração para separar alimentos e criar maior arrumo através de camadas verticais:

 

Detox Digital

 

Temos aqui falado que a organização do espaço é essencial para o seu bem-estar.
E se avançássemos para a organização do seu espaço digital?

Veja se lhe soa familiar: dezenas de e-mails por ler, newsletters que não lhe interessam, um telemóvel cheio de apps que não usa.
Pode pensar que não é pertinente, mas o facto de estarmos rodeados de tanta informação – e tanta dela desnecessária – faz-nos menos produtivos e mais distraídos.

Já para não falar de toda a poluição que criamos ao receber e guardar todos estes bits de dados.
Sim, porque apesar de virtuais, estes estão alojados em espaços físicos e gastam muita energia só no arrefecimento das máquinas que estão em trabalho contínuo.

Ora para começar, debrucemo-nos sobre a sua caixa de e-mail. Siga estes passos simples e numa questão de poucos dias já a terá mais leve.

1.

Das newsletters que recebe, quais as que realmente lê e se interessa pelo conteúdo? Afinal, vão chegando quase diariamente e muitas vezes não há tempo nem disposição para as ler. Centre-se apenas no que lhe desperta atenção. Tudo o resto pode cancelar. É quase como se silenciasse um ruído que lhe aparece sempre que abre o correio. É fácil: no fim de cada email, há uma opção para cancelar a subscrição ou unsubscribe. Clique aí, sem medos. Caso se arrependa mais tarde, sempre se pode voltar a inscrever.

 

 

 

2.

Se dispuser os seus e-mails por data com a mais antiga em 1º lugar, quantos anos vai atrás? Será que precisa mesmo de todos os registos? Se houver algo importante que possa vir a ser útil, guarde separadamente ou imprima (como diz o estudo, mesmo a impressão moderada é menos prejudicial ao ambiente do que o espaço virtual que ocupa). Liberte-se do resto!

3.

E se ordenar os emails por tamanho, com os mais pesados em 1º, verá que tem vídeos, fotos ou documentos que já nem se lembrava e que podem estar a ocupar demasiado espaço.

4.

Mesmo que não consiga ler as dezenas (ou centenas…?) de e-mails que tem na sua caixa, ou nem as planeie sequer abrir, está lá o númerozinho a lembrar de tudo o que ficou por ler. Uma forma subtil – mas presente – de lembrar tudo aquilo que não conseguiu fazer. Liberte-se dessa sombra. Limite-se a ler 2-3 e-mails pertinentes de cada vez durante uns dias. Até perceber que já não há mais nada de importante e o resto – delete!

Por isso, toca a apagar o seu excesso virtual, por uma mente e um ambiente mais saudáveis!

GRATIDÃO

 

“Sinta-se grato pelo que já tem, e acabará por ter mais; Se se concentrar naquilo que não tem, nunca, mas nunca se irá sentir satisfeito”.

                                                                                   – Oprah Winfrey

É realmente complicado tomar decisões sobre os nossos pertences. O processo pode tornar-se esmagador quando finalmente imergimos no nosso “mundo de coisas”.

No entanto, se se incentivar a usar tudo aquilo que tem, as suas ideias tornam-se mais claras. É aqui que se apercebe da sua abundância e de que não precisa de tudo o que o rodeia.
É também desta forma que compreende aquilo que lhe desperta alegria e reconhece, por oposição, o que não o faz. Por exemplo, pense as facas que mais gosta. Usa-as vezes sem conta, afia-as e cuida bem delas. Quer mantê-las por muito tempo e continuar a usar. Ao seu lado, as outras são dispensáveis. Aliás, se as der não irá sentir a sua falta e dessa forma terão valor na mão de outra pessoa. O mesmo se pode aplicar aos seus casacos pretos, canecas do pequeno-almoço, etc.

 

 

A verdade é que quando olhamos em volta e sentimos gratidão pelo que temos, quando existe a sensação agradável de gostarmos de algo, rapidamente o que nos agrada menos se destaca . Não nos traz valor. É desnecessário. E esta nova percepção traz-nos maior segurança e tranquilidade em deixar ir.

Experimente olhar para o primeiro objecto que lhe aparecer à frente, e pergunte-se:
Aprecio-o? Sinto-me grato por tê-lo?
Ou normalmente nem dou por ele?
Ou pior… o que vejo irrita-me?

E assim o libertar se torna mais intuitivo.
Em continuidade com o artigo anterior, provoco-o a usar todas a suas coisas. Aprecie e goze o que tem de bom. Os objectos, os amigos, as suas habilidades, o seu tempo. Então, vai querer retirar a “palha”, criando mais espaço para o que lhe traz alegria.

Desta forma, a gratidão vai participando mais no seu dia-a-dia e, em última análise, vai sendo mais feliz.

Não dizem que a felicidade está nas pequenas coisas?