TUDO O QUE TEMOS JÁ O QUISEMOS ALGUMA VEZ

Tudo o que temos já o quisemos alguma vez. Pense nisso, é verdade.
Praticamente tudo aquilo que nos rodeia está onde está porque a dada altura o quisemos e por isso o adquirimos.

E aliás se repararmos, ao longo do tempo fomos cumprindo muitos dos nossos desejos: projetos que começámos, hobbies que desfrutámos, roupa que nos fez sentir confiantes e bonitos, utilidades que nos simplificaram o dia-a-dia. E esse foi esse o propósito dos objetos quando os comprámos: satisfazer-nos naquele momento.

Partindo desta ideia, podemos sentir-nos gratos porque na realidade cumpriram-se mais “quereres” do que aqueles que ficaram por satisfazer!

Mas também é bom percebermos que, como se mudam os tempos, é natural que as vontades também de mudem. É inevitável mudarmos alguns gostos e prioridades à medida que crescemos.
É verdade que há certas peças que vamos apreciando de igual forma através do tempos – aquele tipo de peças que gostamos e usufruímos com o mesmo gosto do primeiro dia.
Mas por outro lado podemos aceitar que há outras que já não queremos: fizeram parte de uma fase, satisfizemos o desejo na altura, mas agora já não o desejamos. E está tudo bem!

Assim, se aceitarmos esta ideia, é muito mais simples tomar decisões. E é bom ter esta liberdade de escolha com o que nos rodeia!
O ideal é que seja uma escolha consciente, relaxada e livre de pressões ou culpas quanto a deixar ir alguma coisa. Abrir a porta para algumas coisas irem, e outras entrarem.

Quando comprar algo novo – caro ou barato, seja por impulso ou simbolize um querer que vem desde há muito – pense “um dia posso deixar de querer isto e não há problema!”
Vamos abraçar o facto de algumas coisas serem passageiras na nossa vida! E apreciá-las hoje, enquanto nos trazem valor!