TER É MANTER

 

É nesta altura do ano que estamos menos resistentes às tentações. Coisas bonitas nas montras, mercadinhos de rua, anúncios apelativos e o Natal à porta. Não somos de ferro!

E por isso mesmo, proponho um olhar diferente sobre as novas coisas que adquirimos.
É realmente fantástico ter ou receber algo novo, “brilhante” e fresco, com um aspeto polido. Uma linda peça de roupa, um objeto de última tecnologia, ou uma nova decoração para nossa casa!

Mas já pensou que tudo – qualquer que seja o objeto, caro ou não – exige manutenção?
A roupa suja-se, rompe-se, faz borbotos e apanha pêlo.
As tecnologias precisam de atualizações, de ser protegidas da humidade e das quebras.
As fotografias impressas, livros e postais têm de ser bem guardados e organizados para se manterem íntegros – e assim valiosos para nós.
Quanto aos acessórios decorativos, esses também apanham pó…
Enfim, se olharmos à nossa volta, os exemplos são inúmeros.

Acontece que se tratarmos bem das coisas, na maior parte das vezes a sua “validade” vai-se estendendo! As peças mantêm o seu bom aspeto e utilidade na medida que vão sendo bem cuidadas.
Tal como com as plantas (até os catos)!

Assim, lembre-se que ao acrescentar mais coisas, significa ter mais trabalho.

 

Faço então um apelo: quando adquirir algo novo, pense um minuto…
tenho tempo, vontade e disposição para tratar bem desta peça? Há um lugar digno para ela na minha casa?

Numa época em que o materialismo é um termo pejorativo, eu sugiro sermos mais materialistas – qualitativamente falando… que sejam de boa qualidade e que tenham para nós um significado positivo!
Ou seja, rodear-nos das coisas a que damos valor e das quais estamos dispostos a cuidar!
Mantenha uma relação saudável e activa com os objetos que realmente são importantes para si.
E quanto aos que não forem, será que precisa mesmo de os ter? Talvez este seja o momento para fazer essa seleção!
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