Sete e sete são catorze, com mais sete, vinte e um

 

É importante sabermos o nosso estilo.

O que nos fica bem, o que é prático no dia-a-dia, e aquilo que gostamos de usar.

É a nossa forma de expressar a nossa personalidade e os nossos gostos, e o essencial – sentirmo-nos bem.

E às vezes gostamos tanto de algo, que compramos mais um e mais um, que “dá sempre jeito”.
A verdade é que tendemos a gravitar sempre à volta do mesmo tipo de objetos, porque gostamos e quando vamos a uma loja, os nossos olhos são atraídos para esse tipo de peças. E algumas das vezes, acabamos por comprá-las, sem nos lembrarmos que já temos algumas do mesmo género lá em casa.
Então proponho um exercício.
Vá até ao seu guarda-fatos e junte todas as peças de roupa parecidas lado a lado – por tipo e por cor/padrão: calças caqui, t-shirts brancas, blusas floridas, calças de ganga, casacos de malha, corta-ventos, etc.

Talvez fique surpreendido – tal como eu da primeira vez que o fiz – pela quantidade de coisas “iguais” ou do mesmo tipo no seu guarda-roupa. Mas se reparar, o mais provável é que só use uma pequena parte destas. Ou seja, dentro das coisas parecidas que temos, há sempre uma ou outra peça que tem um detalhe que gostamos mais, o tecido, a forma como veste ou como combina com as outras roupas.

Acontece que no nosso dia-a-dia costumamos escolher as coisas que realmente nos assentam bem, ou que nos fazem sentir mais confiantes e confortáveis.

 

 

Agora, a segunda parte do exercício é importante: entre as peças do mesmo género, selecione as que gosta mesmo e separe as restantes para longe da vista…. Depois de algum tempo, sentiu falta delas?
Talvez não tenha sentido essa falta porque na maioria das vezes, nem sequer temos dias suficientes para usar toda a roupa que temos! Por isso, porque não simplificar e ter um guarda-fatos só com a roupa que nos apetece usar?

A verdade é que se tiver um par de t-shirts brancas perfeitas a uso, talvez não precise de procurar por mais uma.

Neste artigo damos o exemplo de roupa, mas o mesmo se aplica também a acessórios, livros, utensílios… todo o tipo de objetos.
A chave é sermos honestos com o tempo e o espaço que temos – e sobretudo, com o nosso gosto atual.

No meio disto tudo, a boa notícia é que a repetição mostra como somos consistentes nos nossos gostos…!
A má notícia, é que se as coisas não estiverem devidamente organizadas, acabamos por comprar e ter coisas iguais – não tão bom para a carteira nem para a sua casa.

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