MAIS É MENOS

 

Já lhe aconteceu estar num corredor do supermercado em frente a uma prateleira, e ficar paralisado sem conseguir fazer a sua escolha perante as dezenas (ou centenas…) de variações do mesmo produto?
Ou estar num restaurante com um menu enorme e não conseguir optar por um prato?

Desde há muito que acreditamos que mais escolha significa mais… tudo. Mais liberdade, mais autonomia, mais possibilidades para exprimirmos a nossa personalidade através das nossas escolhas únicas.
Achamos que a tal loja com uma infinidade de opções é onde devemos ir, porque de certeza que há a opção certa para nós, e para os nossos gostos individuais.

Mas diversos estudos atuais, quer no campo da psicologia quer da economia, provam que na realidade acontece o contrário.
Quanto maior a escolha, mais ansiosos e frustrados ficamos. Mais dúvidas temos acerca da assertividade da nossa selecção. Será que fiz a escolha certa? Encontrava melhor noutro sítio?
Ou seja, passa a ser frequente sentirmos arrependimento, incerteza e insegurança em momentos simples do dia-a-dia.
Para além do mais, começamos a imaginar tudo aquilo que nos passou lado – as oportunidades potencialmente perdidas – e sentimo-nos menos satisfeitos com a alternativa que escolhemos.
Sentimo-nos menos felizes, portanto.

 

 

Agora, fazendo o paralelo para a nossa casa, já se deparou com um armário cheio e nada para vestir?
Acontece que quando o nosso cérebro encontra demasiada informação e estímulos, tende a paralisar – a chamada paralisia da decisão. É por isso que quando temos uma pilha enorme de papéis ou uma longa lista de afazeres, muitas vezes bloqueamos e optamos simplesmente por virar costas. Ou se tivermos imensos livros de receitas, nem sabemos por onde começar e acabamos por cozinhar algo que já sabemos como fazer e que vai sair bem.
No final, tornamo-nos menos criativos, menos produtivos e menos tranquilos.

Também, como seres ocupados que somos, o período de contemplação para fazer as nossas escolhas é muito restrito.

Se escolher ficar só com o que é melhor para si e realmente gosta, está a limitar a sua panóplia de opções. A limitá-la só para coisas boas e que lhe trazem satisfação. E assim, garante simplificar as coisas para si mesmo.

Escolha reduzir a sua escolha!

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