Para este Natal quero…

 

Começando a época invernosa, começam também as primeiras agitações natalícias. Anúncios da prenda ideal e montras com dezenas de opções.
Já para não falar dos flash sales que nos pressionam para aproveitar as oportunidades de comprar prendas a um preço reduzido.

Para ter a certeza que não se sente perdido neste mar de ofertas (e às vezes parece não encontrar nada que se adeque), e que o presente que oferece não fica esquecido no armário, na estante ou – pior – na pilha de presentes para dar a outras pessoas (o clássico reciclar de prendas)…

Que tal se pedir uma lista de desejos às pessoas com quem troca presentes? Assim, fica a saber o que mais gostam no momento, o que precisam, ou apenas “aquele” mimo que gostariam de receber.
É natural que haja alguma reticência em “pedir” coisas, mas vejamos assim, são apenas sugestões ou ideias. Para quebrar esse gelo, ao propor a lista dê uma da sua parte também. Com diferentes tipos de preços e géneros.

Todavia, se quiser surpreender alguém com algo inesperado, aqui começa uma lista de ideias que fogem às simples “coisas”.

· Brunch: Convide a pessoa para um pequeno almoço tardio, com tempo para saborear coisas novas e para conversar! Faça você mesmo um cheque-prenda (use a imaginação para o elaborar) e desfrutarem da oferta nalgum sítio bonito. Existem também cafés e padarias que fazem entregas de brunch ao domicílio. Na internet encontram-se boas opções em várias cidades.

· Uma carta: às vezes o tempo não nos deixa parar para pensar ou dizer aquilo que gostaríamos de dizer. É uma forma gentil de dedicarmos o nosso tempo a essa pessoa. Partilhar planos, recordações, ou até uma retrospectiva do seu ano pode criar um bom momento para quem escreve e para quem lê.

· Cabaz: a tradicional cesta é um clássico por alguma razão. Seleccione artigos de qualidade, e faça uma boa variedade, ou encontre um tema e vá por aí. Por exemplo, se a pessoa for louca por queijos, faça uma selecção rica, e acompanhe com uma geleia original e frutos secos. Pense que deve ser visualmente atraente, ou seja, cores bonitas e uma cesta/caixa cuidada podem fazer a diferença no primeiro impacto.

· Cartão-Presente Spotify*: este é para os amantes de música, que podem não conhecer a plataforma ou conhecer e ter a versão gratuita. A versão paga não tem anúncios, para explorar o universo musical em liberdade.

· Assinatura Netflix*: para quem gosta de séries e filmes, Netflix é uma opção versátil e muito prática. Ofereça alguns meses de assinatura ou compre um cartão de oferta, disponível em várias lojas. Para proporcionar tardes relaxantes no sofá ou maratonas de filmes pela noite dentro.

 

· Anuidade num museu: ao oferecer um cartão de membro dum bom museu, está a dar não só uma boa experiência, mas muitas, uma vez que a pessoa pode ir quantas vezes quiser. Este tipo de adesão normalmente oferece entrada livre a todo o tipo eventos no próprio museu.

· Pack de sessões de cinema: Se o seu cinema local não tiver a modalidade cheque-prenda, pode tal como no caso do brunch, usar um postal para o efeito, e oferecer várias entradas para o cinema (com direito a pipocas!).

E não se esqueça, seja qual for a sua escolha, peça sempre talão de troca. Dá liberdade para a pessoa trocar por algo que possa gostar mais.

 

*Aqui não se pretende fazer publicidade a empresas ou marcas, mas apenas dar ideias simples e facilitar o acesso a estas.

 

 

Salvar

Salvar

Um apelo à calma

 

Ah!
Cá está ele, o cheirinho a Outono! Árvores vermelhas, folhas no chão, cheiro a castanhas… e montras de Natal!
Mesmo que queiramos apreciar esta calma e certa melancolia do Outono, há um lado de nós que começa a ceder ao burburinho do Natal. Jantares de empresa, de família e de amigos, presentes para todos.

Antes de mais… pausa! Pare, inspire, expire.
Tente encarar esta época de uma forma calma e aprecie-a pelo que é.
E jogue com o tempo a seu favor.
É uma boa altura para combinar lanches de outono, em vez de juntar tudo no mês de Dezembro. Apreciar a companhia das pessoas sem a pressa dos afazeres. Combinar fins de semana fora, ficar na montanha junto à lareira, no campo ou mesmo dar um passeio na praia, onde não se ouve mais nada para além das ondas.

 

 

É também com tempo que pode começar a pensar em presentes, e ir registando as suas ideias. Reflicta, quem são as pessoas a quem vai dar presentes, o que gostam, como passam o tempo. Quem são e o que gostariam de receber de si. Escreva num papel, isso ajuda a pensar e a pôr a imaginação a trabalhar.

Aqui, e ao longo das próximas semanas, vou propor algumas ideias de presentes que servem de alternativa a simples “coisas”.

E, entretanto, deixo a minha sugestão favorita: ajude a alguém a organizar! Este Natal temos uma novidade! Vales The White Room, onde oferece o nosso serviço a quem pensa que pode usufruir de um “processo de leveza”.
Às vezes, é só isso que é preciso, leveza.

Viva esta fase com prazer, e se conseguir planear bem, depois tem tempo para desfrutar dos cozinhados, dos concertos de Natal, dos passeios ao frio e das noites no calor da casa. Sem pressas nem pressões!

 

Eu colecciono colecções

 

Todos nós já tivémos colecções: caricas, latas, caixas de fósforos… Se virmos bem, quase tudo é coleccionável.

Antes de mais: porque é que colecionamos?
Na minha opinião, as colecções têm dois objectivos principais. Primeiro e mais importante, dá-nos prazer. Só olhar traz-nos felicidade, construímos algo que nos orgulha e sentimos uma faísca cada vez que pegamos numa das peças. Por outro lado, é um desafio. Chegar ao fim de algo, termos uma meta. Proporciona-nos o prazer da procura e do encontro, isto é, o passo a passo até à obra terminada.

Mas convenhamos, quando passamos tanto tempo a construir algo e chegamos ao fim, aí, parte desse encanto desaparece.
O objectivo foi cumprido.
Cortámos a fita da maratona, já não há mais cromos para comprar ou a colecção de chávenas foi descontinuada.
Acontecem também as mudanças de interesse que nos façam pensar noutras coisas. O tempo vai passando e já não gostamos tanto daquele tema como quando começámos a odisseia.
Ou então, casos em que a colecção invade tanto o nosso espaço que se torna um peso e uma chatice, em vez de um prazer.
Em qualquer dos casos é natural que seja difícil desfazer-nos dessa colecção. Dizer adeus a algo que passou tanto tempo connosco.

Mas lembrem-se, uma colecção não deve ser uma obrigação. Lá porque a começámos, não temos de a acabar se não quisermos. E definitivamente – não temos de a manter.

Se é muito valiosa, desfaça-se vendendo. Dê um prazo a si mesmo e assuma o compromisso de venda: fotografe, faça uma descrição e ponha online, ou vá às casas de especialidade ver quem a compra, ou até talvez, feiras de segunda mão.
Mas, há que ter em atenção que o valor das coisas corresponde à procura das mesmas. Ou seja, se ninguém a quiser, vale mesmo esses 200€? A verdade é que para nós corresponde a um valor do nosso tempo e esforço, e isso é que lhe deu piada. Mas se ninguém estiver interessado em pagar esse investimento, talvez possa baixar o preço ou até dar. De qualquer das formas, liberta esse peso.

No meu caso, que coleccionei sacos de papel e canecas, dei-lhes bom destino. Os sacos serviram (e ainda vão restando alguns) de recipientes para papel para reciclar. E as canecas, bom, seleccionei as que eu gostava mesmo, e as restantes 90% foram oferecidas.

Não te apegues a um erro só porque passaste muito tempo a fazê-lo.

-Aubrey De Graf