À ESPERA DAS OBRAS?

 

É daquelas pessoas que espera até que um grande momento aconteça para planear a mudança?

Espera até ter a nova casa para começar do zero ou que as obras na garagem terminem para finalmente reorganizar os seus arrumos?

Essa expectativa de que “quando algo exterior a mim mudar, eu também vou ter mais iniciativa” é uma abordagem equivocada.
Ao repetir isso para si mesmo e se convencer que precisa de um grande evento para mudar algo, então vai estar sempre a depender de fatores externos. E mais, vai ter sempre situações pendentes que não dependem de si.
O foco não devem ser “as obras”, mas sim uma mudança de atitude no seu dia-a-dia e no seu modo de estar.

Não precisa de um espaço maior para ter as suas coisas organizadas e acessíveis – aliás, por norma quando mais espaço, mais confusão! Precisa é de se sentar, selecionar o que tem, e voltar a arrumar seguindo um método que se adapte ao seu espaço atual.

Não espere para fazer obras na garagem para que finalmente caiba lá o seu carro. Necessita é de arregaçar mangas e libertar as tralhas que não lhe acrescentam valor.

E não se desculpe achando que tem de ter mais dinheiro para fazer do seu quarto o retiro que sempre quis. Retire o ruído visual, faça pesquisa de inspiração e dedique algum do seu tempo a procurar soluções que se ajustem à sua carteira.

 

 

Toda esta forma de pensar acontece em vários âmbitos da nossa vida, por exemplo:
um corpo mais tonificado para nos sentirmos confiantes;
um novo trabalho para nos sentirmos motivados ou chegar a horas, ou então,
um horário mais livre para termos maior controlo do nosso tempo.

Estou convencida que se acreditamos neste tipo de pretextos para não mudarmos as coisas, é porque de alguma forma temos receio de começar ou de falhar. Tememos que nos leve demasiado tempo e empenho e que não consigamos chegar até ao fim com os resultados desejados.

Mas não receie.
O pior que pode acontecer é isso mesmo, falhar. Perder algum tempo e perceber que não foi o método certo, e assim poderá passar para outro.
O melhor que pode acontecer? Imagine sentir controlo do seu espaço, do seu tempo e da sua vida. Ter a sensação de tarefa cumprida, fruto do seu esforço.

Se há algo que o faz sentir sobrecarregado, chame alguém especializado na área. Vai ver como alcançar algo com ajuda se torna muito mais ligeiro e descomplicado!

Relembre, a mudança tem de ser a sua prioridade.
Comece já a viver a sua vida com o potencial que merece.

SPA EM CASA

 

A casa de banho é muitas vezes deixada para último plano quando se pensa em melhorar o nosso espaço. Normalmente é tido como um compartimento menos “glamoroso”, mas não tem porque ser assim.
É onde nos refrescamos e relaxamos com um bom duche, ou nos aperaltamos para começar o dia com mais confiança. E é um sítio que – se for bem pensado – pode funcionar como um retiro.

Para começar elimine os excessos, isto é, as coisas que criam ruído e atrapalham.

Em continuidade com um artigo anterior acerca de coisas a eliminar na casa de banho, apresentamos mais três categorias para rever!

 

ACESSÓRIOS DE CABELO QUE NÃO USA

É difícil resistir às modas dos penteados. Desde a bandolete, passando pelos ganchos e pelos diversos apetrechos que fazem o apanhado perfeito. Passe tudo a pente fino. Pode ter comprado na curiosidade, ou porque o seu cabelo tinha um comprimento diferente ou simplesmente porque a peça encaixava no seu estilo. Se já não usa, porque está a ocupar espaço no seu precioso spa?
Mesmo que os elásticos fru-fru voltem e os queira voltar a usar, vai de certeza querer adotar a versão atualizada. Liberte-se das antiguidades que já não lhe trazem valor. Deixe ficar as peças que usa e gosta (independentemente de há quanto tempo as tem).

 

 

ELETRODOMÉSTICOS A MAIS

Até na casa de banho os há. Secador, máquina de alisar, rolos, depiladora, máquina de cera, sauna facial, esfoliador de pés, aquecedor, secador de tolha…
Todos estes aparelhos ocupam bastante espaço e se não os usa, estão definitivamente a mais! É o momento de dizer adeus. A sua casa de banho merece ser bonita, arejada e funcional.
Seja realista e evite ter objetos redundantes. Se usa só a depiladora, faz mesmo questão de ter a máquina de cera “caso um dia a depiladora se estrague”?
E a balança? Se não usa e se se pesa apenas nas consultas de rotina ou na farmácia, talvez não lhe faça falta no dia-a-dia. Liberte-se desse peso! Literalmente.

 

AMOSTRAS DE PERFUMES E CHAMPÔS

Se tem muitas amostras de viagens ou da perfumaria, está na altura de as enfrentar. Sim, as embalagens são práticas, e até tinha a intenção de experimentar os novos produtos, mas a ideia é usar assim que recebe. Caso contrário, vão-se acumulando para “um dia” levar na sua mala, ou “talvez” quando o seu perfume acabar. Avalie. Se faz questão de os experimentar, faça-o agora. Coloque em pausa os seus produtos habituais e use as amostras. Se gostar, anote para depois comprar em tamanho normal. Afinal, as amostram foram inventadas com esse propósito.
Se as amostras que não quiser usar ainda estiverem fechadas, sempre pode oferecer a uma instituição.
O espaço libertado por estes “pequenos” vai ser mais útil do que o espera.

E assim, se vai criando um ambiente leve e limpo, ideal para uma casa de banho agradável!

A PROVA DOS NOVE

 

O PROBLEMA

Já se viu na situação de querer aliviar alguma parte da sua casa, e quando chega o momento de decidir sobre se gosta ou não de uma peça, bloquear?

É uma sensação frustrante e desmotivante, quando na verdade o processo de libertação devia ser fluido e ritmado.

Esta é uma situação comum, já que podemos ter sentimentos contraditórios em cada objecto com que nos vamos cruzando. Assim, discernir sobre o sentimento que prevalece é o mais importante. Faz-me sentir bem? Traz valor à minha vida? Ou não?

Este tipo de dilemas pode ser mais frequente em peças de roupa, material de leitura ou temas pendentes, ou seja, um pouco por toda a casa.

 

A SOLUÇÃO

O que acaba por ser uma solução eficaz para este impasse é fazer a prova dos nove.
Por outras palavras, “agora ou nunca”.

Caso tenha dúvidas sobre se usa, se gosta, se lhe fica bem, se vale a pena avançar com o projeto, se tem tempo para ler aquelas revistas…. ponha-se à prova!!

 

 

Assim, sugiro que se comprometa com um período de tempo (curto, de preferência) para usar a tal peça ou recomeçar o projeto inacabado. Dê destaque ao objeto e coloque-o à vista durante os dias propostos para se lembrar que existe e está ali para ser usado.
Se, acabando o período, não usou, ou fê-lo mas não lhe deu especial prazer…pergunto: será que vale ter um lugar na sua casa? Será assim tão útil, tão pertinente ou extraordinário?

A grande questão é: se não teve tempo para algo até agora, não estava na sua lista das prioridades. Não o fazia particularmente feliz nem era suficientemente importante. Em que é que o “amanhã” vai ser diferente para que de repente lhe apeteça desfrutar ou dar uso do objecto?

Eu própria coloco as minhas peças à prova constantemente… não tenho a certeza se gosto de uma camisola? Amanhã uso e vejo como me sinto. Uma data de artigos que estão ali à espera de ser lidos? Vou tê-los à mão e se não “tiver tempo” para começar a lê-los no prazo de um mês, então talvez não sejam assim tão interessantes.

Este processo é maravilhoso na medida em que nos estimula a questionar o que nos rodeia e a tomar as decisões que precisamos de tomar, em vez de as adiarmos ou convencer-nos de algo que não é a nossa verdade.