TER É MANTER

 

É nesta altura do ano que estamos menos resistentes às tentações. Coisas bonitas nas montras, mercadinhos de rua, anúncios apelativos e o Natal à porta. Não somos de ferro!

E por isso mesmo, proponho um olhar diferente sobre as novas coisas que adquirimos.
É realmente fantástico ter ou receber algo novo, “brilhante” e fresco, com um aspeto polido. Uma linda peça de roupa, um objeto de última tecnologia, ou uma nova decoração para nossa casa!

Mas já pensou que tudo – qualquer que seja o objeto, caro ou não – exige manutenção?
A roupa suja-se, rompe-se, faz borbotos e apanha pêlo.
As tecnologias precisam de atualizações, de ser protegidas da humidade e das quebras.
As fotografias impressas, livros e postais têm de ser bem guardados e organizados para se manterem íntegros – e assim valiosos para nós.
Quanto aos acessórios decorativos, esses também apanham pó…
Enfim, se olharmos à nossa volta, os exemplos são inúmeros.

Acontece que se tratarmos bem das coisas, na maior parte das vezes a sua “validade” vai-se estendendo! As peças mantêm o seu bom aspeto e utilidade na medida que vão sendo bem cuidadas.
Tal como com as plantas (até os catos)!

Assim, lembre-se que ao acrescentar mais coisas, significa ter mais trabalho.

 

Faço então um apelo: quando adquirir algo novo, pense um minuto…
tenho tempo, vontade e disposição para tratar bem desta peça? Há um lugar digno para ela na minha casa?

Numa época em que o materialismo é um termo pejorativo, eu sugiro sermos mais materialistas – qualitativamente falando… que sejam de boa qualidade e que tenham para nós um significado positivo!
Ou seja, rodear-nos das coisas a que damos valor e das quais estamos dispostos a cuidar!
Mantenha uma relação saudável e activa com os objetos que realmente são importantes para si.
E quanto aos que não forem, será que precisa mesmo de os ter? Talvez este seja o momento para fazer essa seleção!
Precisa de ajuda?

três dicas para a cozinha

 

Há uns dias tivemos a oportunidade de mostrar n’A Praça da RTP1, algumas dicas de organização na cozinha, esse compartimento tão importante na nossa casa. Dicas que nos permitem ter uma melhor gestão de espaço e tempo no dia-a-dia.

Então, abordámos três principais tópicos: tupperwares, panelas e stock de alimentos. Estas categorias podem ser problemáticas mesmo sem darmos por ela, uma vez que é frequente haver excessos e uma organização inadequada para o espaço de arrumo.

Assim, resumimos aqui o que foi falado e damos alguns exemplos.

TUPPERWARES

Rever o que tem e retirar o excedente  – caixas sem tampa, já danificadas ou demasiadas repetições que não sejam precisas. Este é o primeiro passo para evitar que os tupperwares ocupem demasiado espaço. De seguida, decidir como organizá-los.
Apesar de parecer mais fácil arrumá-los já com tampa, acabam por ocupar muito mais espaço dessa forma.
O ideal é encaixá-los como se fossem uma boneca matrioska – separando por forma e encaixando os mais pequenos dentro dos maiores. As tampas devem ficar na vertical, agrupadas por formato e colocadas ao lado dos correspondentes.

 

 

 

PANELAS

Mais uma vez, analisar o que há a mais: desde redundâncias, passando pelas panelas que simplesmente não usa. Sugiro que fique com as mais versáteis, e as que gosta mesmo de usar. Os excedentes, esses, pode dar a alguém conhecido ou a alguma instituição.
É verdade que ocupar o espaço vertical é bom, mas empilhar demasiadas panelas é um problema já que se tornam inacessíveis. Assim, o ideal é:
• usar prateleiras adicionais para criar camadas verticais (podem-se encontrar no IKEA, Leroy Merlin ou semelhantes);
• virar o testo ao contrário para poder colocar uma panela por cima da outra, ou
• usar a técnica da matrioska, isto é, retirar as tampas e encaixar uma na outra. Aqui não recomendo mais do que 2/3 juntas.

 

 

 

 

STOCK e despensa

Verifique o que tem. Datas expiradas? Produtos que comprou por curiosidade, mas que afinal não gosta ou não sabe usar? Estão a ocupar espaço e devem ir.
Separe por tipo: conservas, bebidas, especiarias, chás…etc. Desta forma pode criar nichos claros para que, assim que lhe falte algo na cozinha, já sabe onde procurar. Para ajudar visualmente, pode separar estas categorias em cestas ou tabuleiros.

Para organizar:
• coloque as embalagens maiores atrás das mais pequenas, para conseguir ver tudo
• se forem todas mais ou menos do mesmo tamanho, use prateleiras adicionais para criar diferentes níveis
• coisas novas que entrem vão sempre para trás das mais antigas – assim garante uma rodagem constante do stock, e e evita que fiquem coisas esquecidas.

 

 

 

 

Organizar papéis para organizar economias

 

Se sente que tem de rever as suas economias, o nosso método preferido também o pode ajudar!
No que toca a papeladas, ver tudo o que tem, eliminar excessos e resolver temas pendentes é um dos primeiros passos e que pode ser uma mais-valia para suas finanças.

A verdade é que ao abrir e mergulhar nos seus dossiers, acaba por se deparar com diferentes tipos de documentos – e se o fizer com atenção, percebe que pode reduzir e controlar alguns gastos. Ou seja, é normal que se depare com investimentos que pode perfeitamente optimizar.

 

 

Vejamos alguns temas e como pode lidar com eles:

• Seguros: quer tenha um ou vários, é importante ir revendo anualmente quanto está a pagar. Certifique-se que está a ter a melhor opção para si, consulte a concorrência, simule se lhe fica mais em conta juntá-los ou tê-los em empresas separadas e veja se têm tarifas atualizadas. Reduza redundâncias. Por exemplo, se o seu cartão de crédito ou contrato de trabalho lhe oferecem um seguro de saúde, precisa mesmo de contratar um à parte?

• Cartões multibanco e de crédito: quantos tem? Que comissões paga? Usa todos? Se tem vários cartões por diferentes razões – um porque lhe oferece facilidades em compras online, outro pelos descontos em bombas de gasolina e mais um pelas promoções nalgumas lojas e hotéis – confirme se as comissões compensam o que poupa com eles.

• Net, televisão e voz: se já acabou o período de fidelização, sinta-se na liberdade de comparar preços e tarifas. Veja a utilidade que dá diariamente às telecomunicações e analise se precisa mesmo de toda a tecnologia e tráfego que o seu tarifário lhe oferece. Talvez até consiga satisfazer as suas necessidades com uma modalidade mais simples e ainda poupar algum dinheiro.

• Poupanças e aforros: Quanto está a ganhar com os juros? Quanto paga de taxas de manutenção e comissões? Compare com diferentes bancos, e não tenha receio de fazer perguntas básicas nos balcões de atendimento. Se há uma sigla ou expressão que não conhece, certifique-se que isso não envolve também um gasto que não conhece.

Assim:
Se procura sentir maior controlo sobre as suas finanças, perceber e prevenir prejuízos desnecessários, sente-se, enfrente o desafio e faça as contas.
Mesmo que poupe pouco em cada tema, se juntar periodicamente tudo o que poupou, vai ver que pode mimar-se com algo bom no fim do mês, ou algo ainda melhor no fim do ano!
E como bónus: liberta-se do peso das papeladas a mais!

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