Tudo aquilo que não serve

 

No guarda-fatos, tudo aquilo que não serve – no nosso corpo, nos nossos gostos ou no nosso estilo de vida – já não tem mais propósito no nosso espaço. E por isso pode ir.
Como já falámos, a mudança de estação é um bom momento para mudar a roupa do guarda-fatos também. Assim dá-nos a oportunidade de ver as nossas peças com um novo olhar, e uma certa distância. Só assim podemos ter uma opinião mais clara e tomar as melhores decisões.

É verdade que nos custa libertar de algo de que já gostámos, que tenha sido caro ou até que tenha sido oferecido por alguém querido. Mas há que fazer um esforço para que o que nos rodeie reflita quem somos agora. Neste processo, há que ser implacável e sobretudo honesto!

E o que precisa é um pretexto para ser honesto.
Aqui vai o desafio: se tem dúvidas sobre alguma peça, experimente-a, e use-a no dia seguinte ou nessa mesma semana. Ponha a sua roupa à prova.
Se durante esse dia:
· o fecho o fez sentir-se apertado
· não conseguiu levantar os braços
· sentiu que a bainha é muito curta
· reparou que sobressaía alguma curva indesejada
· percebeu não vai com quase nenhuma outra peça que tenha
· ou outro detalhe que não lhe agrade…
aí tem a sua resposta!

 

É por isso que apesar de gostar de determinada peça, não a usa! Uma simples nuance que o faça sentir desconfortável já é motivo para não escolher esse item quando se veste pela manhã.

Acontece que não precisamos de roupa que nos faça sentir gordos, desajeitados ou descuidados.
Queremos um guarda-fatos fácil e polido, onde toda e qualquer peça nos favoreça e nos represente no nosso melhor.
E sem “ervas daninhas” as escolhas tornam-se mais fáceis!

PORQUÊ ARRUMAR ROUPA FORA DE ESTAÇÃO

 

Chegou o momento. Vamos mudar o guarda-roupa! Roupa de tempo frio entra, peças de verão saem.

Vamos explicar porque é que é benéfico fazer esta troca de roupa fora de estação duas vezes por ano.

Como já referimos, o nosso cérebro assimila muito mais informação do que o que o que parece, ou seja a primeira vantagem é basicamente simplificar visualmente o roupeiro.
Menos informação, menos ruído visual – decisões facilitadas. Como é óbvio não consideramos sequer vestir um casacão no pico do verão, mas pelo o simples facto de ali estar e o vermos, estamos a processar informação desnecessária. Com tantas decisões que temos de tomar no quotidiano este é um detalhe que faz a diferença no começo do nosso dia.

Para além disso, um guarda-roupa que respira e que tem espaço para movimentar os cabides livremente, é um guarda-roupa cómodo e tranquilo. Se pudermos evitar a frustração que é lutar contra cabides e peças sufocadas, melhor!

 

 

Quer queiramos quer não, ver as mesmas peças dia após dia vai desgastando o nosso interesse e sensação de “frescura” e novidade. Assim, se as arrumarmos, quando as formos resgatar vai saber melhor voltar a ver as roupas que tanto gostamos.  Vai ver que lhe sabe muito melhor usar aquele cachecol, depois de tanto tempo sem o ver. É uma sensação que se compara à de ter roupa nova!

Por outro lado, este afastamento dá-nos uma visão mais lúcida sobre os nosso gostos atuais. Ver repetidamente a mesma roupa cria habituação e tolerância. Já não questionamos se gostamos deste ou daquele item, porque simplesmente nos habituámos a vê-lo sempre no mesmo sítio. Desta forma, ao repor no guarda-roupa algo que já não víamos há meses, dá-nos a oportunidade de ter uma nova perspetiva sobre cada peça.

 

Na próxima semana não perca as dicas para organizar o seu guarda-roupa para a nova estação.

E entretanto não se esqueça de aproveitar o outono!

Armários para que vos quero!

Escolher um armário pode ser uma bênção para o nosso espaço. Se for bem escolhido e pensado, pode simplificar-nos o dia-a-dia e tornar a nossa casa num lugar melhor.

Mas escolher a solução ideal tem que se lhe diga. Embora a ideia geral seja que os diferentes tipos de arrumo apenas sirvam para guardar o máximo de coisas possível, há um propósito muito mais útil para o nosso quotidiano.
Na verdade o seu maior benefício é ajudar-nos a encontrar as coisas quando precisamos delas. Dar-nos mais independência.
Aqui vão algumas ideias a considerar para escolher o melhor para si:

Antes de mais, certifique-se que não tem excesso de coisas.

Seja um guarda-fatos ou um louceiro, comprar espaço de arrumação para coisas que não usa é desperdiçar o seu dinheiro. Portanto, concentre-se em selecionar aquilo a que dá mesmo valor e usufrui, antes de decidir qual o armário que vai escolher.

Use o espaço vertical, mas esteja atento.

Espaço vertical é precioso e é bom perceber isso. Pode aproveitar o espaço que vai do chão ao tecto, mas lembre-se que as suas mãos só chegam até determinada altura. Considere as partes mais inacessíveis apenas para guardar peças de uso ocasional (roupa fora de estação, decoração sazonal, etc.). Uma fórmula que pode ajudar: para o uso diário, a altura das prateleiras mais altas deve ser a medida máxima que a sua mão chega – 13 cm. Essa deve ser a sua medida útil.

Vidros – sim ou não?

Um armário com janelas pode dar ao ambiente um ar mais aberto e leve, mas cuidado. A não ser que o seu objetivo seja expor peças sem apanhar pó (livros ou louças, por exemplo) realmente pode causar mais ruído e confusão no seu compartimento. Basta que haja demasiadas peças e que não estejam bem organizadas para que crie o efeito oposto daquilo que pretende.

Conheça os seus hábitos e necessidades.

Pense em si no seu estilo de vida, e priorize essa visão. Por exemplo, se as suas peças de roupa se amarrotam com facilidade, aposte em cabides em vez de gavetas. Se precisa que os seus filhos cheguem com facilidade a determinado item, tenha essas medidas em atenção. Que acessórios precisa de guardar? Que tamanho têm? Como se sente mais cómodo?

 

Ou seja, para além de poder otimizar o espaço, um bom sistema de organização deve facilitar-nos a vida. Deve permitir-nos colocar as coisas da mesma categoria juntas, da forma mais orgânica e simples possível.
Assim, usamos e arrumamos com a maior das facilidades. Como deve ser, sem perder tempo nem paciência.