UM SíTIO PARA CADA COISA, E CADA COISA NO SEU SÍTIO

 

Quantos de nós vão deixando as coisas pelo caminho assim que chegamos a casa?… O casaco pousado no sofá, os livros e revistas empilhados na mesa de café, os brincos na mesinha de cabeceira, o correio na banca da cozinha… É natural. No fim do dia só quer relaxar e não pensar em mais nada.
Mas à medida que isto vai acontecendo, dia após dia, as coisas vão-se acumulando…e sem dar por ela tem a casa desarrumada e confusa. Perde a noção de onde tem os seus pertences, porque está tudo em todo o lado.
Deixar as coisas pela casa só multiplica as possibilidades do seu espaço ficar desorganizado.

É portanto essencial ter um lugar designado para os seus objetos; tal como juntar coisas do mesmo tipo no mesmo sítio – faz com que seja tudo mais simples e intuitivo. Então pode ver num só relance o que procura, a quantidade que tem e saber exatamente quando algo está a acabar e tem de comprar mais (evitando assim ter repetições e coisas em excesso).

E como decidir onde colocar?

Pense no seu estilo de vida e de como fluem os seus movimentos. Como não há uma fórmula fixa, procure soluções que se ajustem aos seus items e onde é mais prático arrumá-los. Facilite as coisas para si mesmo. Desta forma, ter as coisas organizadas é mais simples no quotidiano.
Por exemplo, se costuma escolher os acessórios quando se veste, crie um nicho perto do armário onde os tem todos juntos e onde os volta a colocar no fim do dia.

Reforço a ideia: assim que decida para onde vão as coisas, comprometa-se a devolvê-las ao mesmo sítio depois de as usar. Isto é fundamental. Pouco tempo depois torna-se automático e deixa de ser um esforço.

E se numa altura não tiver paciência para arrumar nada, voltar a deixar tudo organizado leva apenas uns instantes. Porque nem tem de pensar, é só levar cada coisa à sua “casa” e já está!
Deste modo, é simples ter tudo organizado, sem que implique ter trabalho a mais.
Fácil manutenção. Como o seu espaço deve ser.

 

 

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O PODER DO TOQUE

 

Sabe que o mero toque físico num objeto faz com que nos liguemos emocionalmente a ele?
Pois é, o contacto com um item faz com que lhe atribuamos maior valor.

Quase que se pode dizer que o simples facto de termos “partilhado” um momento com a peça, nos faça acreditar que faz parte de nós, e assim, seja mais importante.

Um exemplo prático: se reparar verá que muitas lojas encorajam propositadamente a interação com o produto que vendem. As pessoas são estimuladas a pegar, sentir e agir sobre o objeto. Assim, quase que sentem que o objeto lhes pertence, mesmo antes de o ser. É uma sensação de posse.

 

 

Desta forma, é fácil compreender que assim que um objeto entra na nossa vida, estabeleçamos de imediato uma relação com ele – sendo mais difícil deixá-lo ir, um dia mais tarde. É esta ligação psicológica que leva, na maior parte das vezes, à acumulação de coisas – porque nos custa libertar do que já foi nosso, mesmo que por pouco tempo.

A minha sugestão:
aos poucos vá resgatando algumas coisas que estão longe da sua vista – na garagem, na gaveta ou em cima do armário. Talvez tenha passado tanto tempo sem lhes tocar que já se tinha esquecido que as tinha. Dê-lhes um lugar de destaque. Se a faísca não surgir – isto é, se não as quiser usar, ou não tem um gosto especial em olhar para elas – é sinal que já podem ir. Já passou o seu tempo.
Se por outro lado, o facto de estarem à vista, o encorajam a usar, essa ligação é fortalecida e assim usufrui realmente das suas coisas. Cria-se uma relação viva com o que tem.

E seja mais intencional – e responsável – com aquilo que deixa entrar no seu saco, na sua casa, na sua vida.

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INSISTE II

Se quer sentir os benefícios de ter uma casa organizada, leve e convidativa, por que espera?
Está no momento de pôr mãos à obra!

Organizar o seu espaço é uma tarefa essencial para um maior bem-estar e paz de espírito.
E antes de dar começo, há alguns pontos que deve considerar:

TEMPO
O que levou meses, e possivelmente anos a acumular, não se resolve num par de horas, ou num fim-de-semana. Se quer organizar pelo processo mais eficaz, vai ter de analisar os seus pertences com cuidado, avaliando se têm valor para si ou não. Leva tempo. Não pode simplesmente agarrar nos dossiers e pô-los a reciclar, ou abrir as gavetas e pôr tudo num saco para dar. Poder, pode… mas ia-se arrepender mais tarde. É importante perceber que é um processo. E como tudo, consistência é a chave.

CONSISTÊNCIA
É preferível planear uma rotina para a fazer acontecer. Dois dias por mês, uma noite por semana… o que funcionar para si. Respeite essa rotina e mantenha o ritmo.
Pode demorar mais, mas acredite que é menos exaustivo do que fazer uma sessão furiosa de 7 dias. Acontece que se estiver muito cansado, vai associar a palavra “organização” à ideia de maratonas esgotantes. E assim não será uma coisa que vai querer repetir tão cedo.
Mantenha um ritmo leve e constante. Como uma terapia.

 

 

ORGULHO!!
Sinta orgulho, celebre as conquistas. Hoje foi uma gaveta, que até dá gosto abrir? Boa!! Da última vez conseguiu diminuir o exército de tupperwares? Parabéns!! Sinta-se contente pelas decisões que tomou e por estar mais perto de ter a sua visão concretizada. Prove a si mesmo que já não precisa daquela roupa que lhe fica apertada, ou rasgue a papelada que lhe causa tanta angústia. Sinta essa libertação. Manter-se motivado pode passar por fotografar e ver o progresso, mostrar e contar aos amigos, ou apenas aproveitar e mimar-se no fim de cada etapa conseguida.

FECHE A PORTA
De que é que serve libertar cinco, se depois compra dez? O processo de organização representa um novo estilo de vida, onde procura uma vida e um espaço mais descomplicados.  Assim, significa que terá que dizer que não mais vezes. Antes de aceitar um brinde, um panfleto, ou comprar mais uma peça que realmente não precisa, pense duas vezes. Imagine onde vai ficar. Tem espaço para ela? Ou vai ocupar aquele cantinho que está finalmente vazio? Depois de tanto esforço para ter tudo mais airoso, evite a entrada de demasiadas coisas. Porque lá no fundo já sabe onde isso vai dar. Pense: “Se te vou levar para minha casa, é bom que valhas a pena”.
Lembre-se que  é de pequenas e inocentes aquisições que se alimenta o bicho do caos. Grrraaaauuu!

 

Vamos começar?

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