ORGANIZAR DA MELHOR FORMA

 

Está a organizar a sua casa, escritório, ou apenas uma gaveta? Seja qual for o tamanho da empreitada, faça-o da forma mais simples e eficiente para não perder tempo nem energia.

Para além das dicas que já demos, aqui estão algumas orientações e erros a evitar no processo:

ESTÉTICA SEM FUNÇÃO

A estética permite-nos viver em harmonia com o nosso espaço, e nada melhor do que olhar em redor e gostar do que vemos. Mas se esse espaço não for fluido e funcional, acabamos por perder tempo e energias desnecessárias nos gestos diários.
Então, enquanto pondera no lugar das suas coisas, considere que objectos relacionados devem estar perto uns dos outros. Por exemplo, se os itens do pequeno almoço estiverem todos juntos, poupam-se preciosos minutos na sua rotina matinal. Ou até os objectos de bricolage e manutenção da casa – lâmpadas, ferramentas, berbequim, pregos, martelos. Se os mantiver juntos, quando tiver de arranjar algo já sabe onde se dirigir e terá lá tudo o que precisa.

ARRUMAR EM VEZ DE ORGANIZAR

Enquanto arrumar é colocar os objectos no sítio, organizar é muito mais que isso. Exige decisões, motivação e novas ideias. Organizar é mudar o status quo. É repensar o que nos rodeia, perceber se há excessos, eliminá-los e descobrir qual o lugar ideal para as suas coisas.
Por exemplo, alinhar uma pilha de revistas não significa que vão ficar organizadas, mas sim arrumadas.
Assim, as duas acções complementam-se – ao arrumar está a fazer a manutenção do que organizou.

LET IT FLOW

Quando encontrar o equilíbrio do seu armário ou gaveta, é importante mantê-lo assim. Lembre-se que à medida que vai juntando mais itens ao seu espaço, naturalmente vão-se acumulando. Assim, faça um esforço para ir libertando objectos à medida que vai adquirindo outros.

Assim, juntando a motivação de ter um espaço mais organizado e boas dicas para facilitar tudo, os resultados só podem ser bons!

 

Imagem de Adachi Foundation

 

O QUE ESTÁ A MAIS NO SEU GUARDA ROUPA

 

Olhar para o guarda-fatos de manhã e sentir que não tem nada para vestir, apesar de o ter repleto de roupa…É um momento clássico para si?
Se lhe dá a sensação de armário cheio mas nada o inspira, este é o momento para rever a sua roupa.

Estatisticamente falando, usamos menos de metade do total das nossas roupas. Mas números à parte, é normal que ao longo dos meses e dos anos, os nossos gostos – e até as curvas do nosso corpo – mudem. E muitas das peças de que já gostámos, deixam de pertencer à nossa lista de favoritos. Sim, porque idealmente, devíamos ter só favoritos no nosso armário! Afinal são esses que, por uma razão ou por outra, nos levam a lhes pegar e usar com todo o gosto.

Aqui vão alguns tipos de roupa que podem estar a mais no seu espaço!

O QUE NÃO VAI COM NENHUMA DAS OUTRAS PEÇAS

Se tem por exemplo, uma camisola espectacular mas não a sabe conjugar com a roupa que tem, temos aqui um problema. Qual a solução?
O ideal é investir um pouco de tempo a fazer diferentes combinações com outras peças para perceber como resolvê-la. Criar o que eu chamo de fórmulas de sucesso, ou seja, conjugações de roupa que já sabe que resultam – sem ter de pensar muito, quando se prepara de manhã. Caso descubra que não funciona com nada mais, coloque na lista de compras a peça ideal que daria com essa camisola ( convém que também dê com várias outras peça suas), ou então decida libertar-se dessa peça desemparelhada!

O QUE NÃO TRAZ AO DE CIMA O MELHOR DE SI

Aqui está um cliché que até pode ser esquecido: o que fica bem nos outros nem sempre nos fica bem. Uma peça até pode ser tendência ou fazer parte de um estilo que nós queremos adoptar, mas tenha em atenção se lhe assenta bem e se expressa a imagem que quer transmitir. O que usamos é a forma como nos apresentamos ao mundo e a nós mesmos, por isso deve trazer ao de cima o melhor de si.
Se tem uma camisa que lhe fica apertada, se o faz sentir desconfortável ou tem um ar desleixado, o que é que pode trazer de positivo para o seu dia? Se faz questão de ter uma peça desse tipo, então procure uma versão melhorada que o faça sentir mais confiante.

Estes dois critérios já vão aliviar alguns dos seus cabides… Em breve retomamos o tema com mais dicas!

 

 

METAS TANGÍVEIS

 

Termos tempo para relaxar e fazer o que mais gostamos é um luxo.
Com as actividades do dia-a-dia, acabamos por nos esquecer de marcar tempo para nós porque nunca parece uma prioridade.
No entanto, se simplificarmos a nossa lista de afazeres, torna-se bem mais fácil conseguirmos uns momentos de pausa.

Se tem afazeres que precisam de ser feitos, assim o serão. Mas tentar acabá-los todos em simultâneo não é viável!
Assim, proponha-se a objectivos concretizáveis. No fim de contas, se a sua lista tem dez afazeres para o dia mas só consegue terminar dois ou três, não está a ser objectivo com o seu tempo. Neste caso, sermos demasiado exigentes connosco mesmos pode ser contraproducente.

 

 

Eis uma forma de contornar o problema

Desdobre cada tarefa nas tarefas mais pequenas que a compõem, para ter uma noção real do tempo que levam. Seja no trabalho, em casa ou em lazer, terminar um projecto pode envolver vários passos, e é essencial considerá-los para perceber quando poderá dar a tarefa por terminada.

Considerando esta estratégia, também pode ajudar a criar prioridades se usar a regra do 1-3-5: Uma coisa importante/urgente, três coisas médias e cinco de menor importância. Assim, se tiver que deixar algo para outro dia, já é mais fácil seleccionar o quê.

Deste modo, percebemos que ter expectativas mais realistas com o nosso tempo nos deixa menos frustrados. Se cumprir o que se propôs, a satisfação é maior e dá a si mesmo maior confiança e margem para relaxar (ou sair a horas do trabalho).