Detox Digital

 

Temos aqui falado que a organização do espaço é essencial para o seu bem-estar.
E se avançássemos para a organização do seu espaço digital?

Veja se lhe soa familiar: dezenas de e-mails por ler, newsletters que não lhe interessam, um telemóvel cheio de apps que não usa.
Pode pensar que não é pertinente, mas o facto de estarmos rodeados de tanta informação – e tanta dela desnecessária – faz-nos menos produtivos e mais distraídos.

Já para não falar de toda a poluição que criamos ao receber e guardar todos estes bits de dados.
Sim, porque apesar de virtuais, estes estão alojados em espaços físicos e gastam muita energia só no arrefecimento das máquinas que estão em trabalho contínuo.

Ora para começar, debrucemo-nos sobre a sua caixa de e-mail. Siga estes passos simples e numa questão de poucos dias já a terá mais leve.

1.

Das newsletters que recebe, quais as que realmente lê e se interessa pelo conteúdo? Afinal, vão chegando quase diariamente e muitas vezes não há tempo nem disposição para as ler. Centre-se apenas no que lhe desperta atenção. Tudo o resto pode cancelar. É quase como se silenciasse um ruído que lhe aparece sempre que abre o correio. É fácil: no fim de cada email, há uma opção para cancelar a subscrição ou unsubscribe. Clique aí, sem medos. Caso se arrependa mais tarde, sempre se pode voltar a inscrever.

 

 

 

2.

Se dispuser os seus e-mails por data com a mais antiga em 1º lugar, quantos anos vai atrás? Será que precisa mesmo de todos os registos? Se houver algo importante que possa vir a ser útil, guarde separadamente ou imprima (como diz o estudo, mesmo a impressão moderada é menos prejudicial ao ambiente do que o espaço virtual que ocupa). Liberte-se do resto!

3.

E se ordenar os emails por tamanho, com os mais pesados em 1º, verá que tem vídeos, fotos ou documentos que já nem se lembrava e que podem estar a ocupar demasiado espaço.

4.

Mesmo que não consiga ler as dezenas (ou centenas…?) de e-mails que tem na sua caixa, ou nem as planeie sequer abrir, está lá o númerozinho a lembrar de tudo o que ficou por ler. Uma forma subtil – mas presente – de lembrar tudo aquilo que não conseguiu fazer. Liberte-se dessa sombra. Limite-se a ler 2-3 e-mails pertinentes de cada vez durante uns dias. Até perceber que já não há mais nada de importante e o resto – delete!

Por isso, toca a apagar o seu excesso virtual, por uma mente e um ambiente mais saudáveis!

GRATIDÃO

 

“Sinta-se grato pelo que já tem, e acabará por ter mais; Se se concentrar naquilo que não tem, nunca, mas nunca se irá sentir satisfeito”.

                                                                                   – Oprah Winfrey

É realmente complicado tomar decisões sobre os nossos pertences. O processo pode tornar-se esmagador quando finalmente imergimos no nosso “mundo de coisas”.

No entanto, se se incentivar a usar tudo aquilo que tem, as suas ideias tornam-se mais claras. É aqui que se apercebe da sua abundância e de que não precisa de tudo o que o rodeia.
É também desta forma que compreende aquilo que lhe desperta alegria e reconhece, por oposição, o que não o faz. Por exemplo, pense as facas que mais gosta. Usa-as vezes sem conta, afia-as e cuida bem delas. Quer mantê-las por muito tempo e continuar a usar. Ao seu lado, as outras são dispensáveis. Aliás, se as der não irá sentir a sua falta e dessa forma terão valor na mão de outra pessoa. O mesmo se pode aplicar aos seus casacos pretos, canecas do pequeno-almoço, etc.

 

 

A verdade é que quando olhamos em volta e sentimos gratidão pelo que temos, quando existe a sensação agradável de gostarmos de algo, rapidamente o que nos agrada menos se destaca . Não nos traz valor. É desnecessário. E esta nova percepção traz-nos maior segurança e tranquilidade em deixar ir.

Experimente olhar para o primeiro objecto que lhe aparecer à frente, e pergunte-se:
Aprecio-o? Sinto-me grato por tê-lo?
Ou normalmente nem dou por ele?
Ou pior… o que vejo irrita-me?

E assim o libertar se torna mais intuitivo.
Em continuidade com o artigo anterior, provoco-o a usar todas a suas coisas. Aprecie e goze o que tem de bom. Os objectos, os amigos, as suas habilidades, o seu tempo. Então, vai querer retirar a “palha”, criando mais espaço para o que lhe traz alegria.

Desta forma, a gratidão vai participando mais no seu dia-a-dia e, em última análise, vai sendo mais feliz.

Não dizem que a felicidade está nas pequenas coisas?

 

 

AS PRATAS DA CASA

 

Todos nós temos as temos.
As peças que raramente são usadas por pensamos ser demasiado boas ou especiais.
É aí que surge a pertinência deste tema.
Muitas vezes guardamos religiosamente os “bons” e usamos os “velhos”. Porque assim os vamos gastando, enquanto os outros se mantêm novos e bonitos para uma ocasião especial, uma visita ou um evento.

E que tal se…
Desfrutar do bom que tem?
Usufruir dos pequenos luxos?
Sozinho ou com os entes próximos, pode ter mais dias especiais, só porque sim!

Se lhe der na gana, vista aquela roupa diferente, use o perfume caro, num jantar de semana com a malta do costume, podem ir os pratos finos…Porque não? Experimente! Verá que gestos tão simples como estes podem realmente iluminar-nos o dia e dar um pouco mais de cor à nossa rotina.
Usar as coisas boas tem um grande impacto no nosso bem-estar e na forma como nos comportamos.

 

 

Ademais, de que é que lhe serve ter peças especiais fechadas ao mundo durante anos? Viva-as! Se tem algo bom, use com gosto. Lá por se irem usando, não quer dizer que envelheçam logo, basta cuidá-las bem! E se se estragar, paciência… pelo menos teve oportunidade de usufruir realmente delas. Aliás, ao cabo de anos sem uso, muitas coisas acabam mesmo por se estragar.

Desfrute das coisas boas, hoje. Porque você merece!