Ano novo todos os dias

 

É bom e importante tirar um bocadinho todos os dias para reflectir e questionar se estamos a viver a vida que queremos viver.

Inevitavelmente, a Passagem de Ano surge com um forte simbolismo do poder “começar de novo”. E com ela, as resoluções do ano que chega.

Mas… se se propõe a uma nova resolução – seja reorganizar a casa, praticar desporto ou até dar mais tempo aos amigos – três coisas são exigidas desde logo: visão, prioridade e acção.

 

 

Visão é a primeira meta a atingir. Ao criar uma imagem mental do que o fará feliz, tem presente a recompensa deste compromisso. Imagine-se numa casa fresca, acolhedora, convidativa. Imagine o que é abrir os seus armários e sentir um prazer renovado todos os dias com as coisas a brilharem cada uma por si. Sentir plenitude quando entra no seu “ninho” porque cada peça é o reflexo de si e do seu estilo de vida.
Seja qual for a essência da sua motivação, desenvolva-a, agarre-a e concentre-se nela! É esta que o vai levantar quando estiver cansado e prestes a desistir.

Prioridade. Criar espaço no seu calendário e na sua vida já tão preenchida. Force-se. Tome iniciativa! Nem que comece com um par horas por semana.
Lembre-se que dizer que sim a algumas coisas requer dizer que não a outras. E seja realista. Roma não se fez num só dia. É preciso persistência e consistência.

E por fim, assuma a responsabilidade!
Acção! Porque sem esta parte, nada acontece. Podemos desejar e falar no assunto, mas sem pôr mãos à obra, não ficamos mais saudáveis, nem mais organizados, nem mais presentes.

 

 

Assim sendo, vai querer que o novo hábito se incorpore no seu dia-a-dia de modo natural. Para isso, tente descomplicar o processo. Torne-o num gesto fácil. Na nossa natureza humana, enfrentamos as coisas difíceis com desagrado e tendemos a não mantê-las por isso mesmo. Simplifique e faça da tarefa o mais agradável possível. Verá que encara tudo com outra disposição.

Aconselho a obra de Charles Duhigg ” A Força do Hábito”, que mostra de forma clara e aprofundada como podemos criar novos hábitos e transformar  o modo como vivemos.

Assim, aproveitando a deixa de hoje, pergunto: A sua casa reflete a sua visão? Ou as peças que lhe são realmente importantes ficam diluídas nos dias, no meio de outras coisas que acha que “tem que ter”?

A um 2018 mais leve!

 

Salvar

Salvar

Salvar

O melhor presente é estar presente.

 

Esta é uma expressão que se ouve cada vez mais, e que apoio plenamente!

Mas a verdade é que, envolvidos na correria do costume, embrenhados nas mil e uma tarefas nestes últimos dias para que não falte nada e haja tudo para toda a gente… talvez não tenham tido tempo para meditar sobre o tema.

Ao longo destas semanas, tal como em todos os Natais, tem-se vindo a cultivar uma imagem e uma ideia de fartura. Fartura de comida, de gente, de tradições –  e presentes. E esta semente que se vai plantando nas nossas mentes, cria expectativas. E expectativas normalmente geram pressão. A pressão para ser tudo perfeito.

Muitas das nossas tradições dão-nos prazer por isso mesmo, porque é uma rotina associada à quadra, e a “espera do prazer é só por si um prazer”. Mas não nos esqueçamos da essência do que devia ser este período. Muitas vezes este “pózinho mágico” do Natal, que é receber o calor de um abraço e a luz de um carinho, fica abafado pelo tanto que temos de fazer para que as festas sejam perfeitas.

Esta noite, a de 25 de Dezembro, cria um momento perfeito de reflexão.

Então pense…

As tradições que cumpre, dão-lhe alegria ou é mais uma tarefa que tem de ser feita? O tempo e energia que gasta na busca de presentes, dão-lhe prazer? Ou preferia canalizá-los de outra forma?
Há alguma coisa que preferisse simplificar?
Talvez possa preparar formas de o fazer no próximo ano.

Se o atrapalha cozinhar todos os petiscos do Natal, talvez possa encomendar alguns. Ou se é stressante para si pôr tudo em ordem no dia seguinte, ofereça um presente a si mesmo e contrate alguém para ajudar, ou vá pedindo ajuda aos convivas… o trabalho dividido custa muito menos!

Se sente que está a receber demasiadas coisas para levar lá para casa, pode ser sincero com os seus e dizer que está numa fase em que procura simplificar o espaço, e que adoraria receber experiências ou consumíveis.  É natural que as pessoas expressem o seu afecto ao dar presentes, mas ser honesto sobre o tema é libertador!

Na procura de viver uma vida mais descomplicada, tornamo-nos mais seguros e realistas acerca de nós próprios e da forma como queremos realmente celebrar esta quadra.

 

O QUE TEMOS NO SAPATINHO?

 

Não podemos falar de presentes de Natal sem dar opções para os de palmo-e-meio!
Aqui vão algumas sugestões originais para os mais pequenos…

· Vales: Idas ao zoo/parque biológico, sessão ao cinema, “dia do sim”, etc. Adapte para a idade indicada. Uma caixinha com estes vales lá dentro para os miúdos usarem, é uma experiência da qual vão desfrutando.

· Workshop: Seja de música, cozinha ou pintura, passando por tantas outras variantes, pode ser interessante oferecer um novo tipo de aprendizagem. Passa a ser um sítio para conhecerem outras crianças, ter algo diferente para contar aos pais, e canalizarem a criatividade. Há algumas opções na Internet, ou mesmo em escolas da área encontram-se anúncios afixados. Outra opção é darem vocês mesmos essas aulas! Criam tempo de qualidade com os pequenos e é estimulante para os dois lados.

 

 

· Aulas de ginástica: Um pouco diferente do ponto anterior, aqui trata-se de oferecer uma opção para dirigirem a energia extra que têm! Natação, Yoga ou outro desporto, são fantásticos para integrar mais exercício do seu dia-a-dia. Quem sabe, pode ser que nasça daqui uma nova paixão para eles?

· Conta-poupança ou porco-mealheiro: assim de cada vez que pretende dar um presente a essa criança, deposite no banco ou dê algum dinheiro para o porco. Daí a uns anos, o pequeno pode comprar com o próprio saldo o brinquedo que tanto queria, ou mesmo quando for maior, algo mais dispendioso.

Naturalmente, é fantástico dar-lhes coisas bonitas e novidades na esperança que despoletem um novo interesse na criança. Um conjunto de tintas pode acordar o seu lado artístico, ou um kit de ciências pode fazer com que queira seguir um percurso na área. Mas tente auscultar primeiro o interesse da criança nesse sentido, e perceber se não vai ser só mais uma coisa para a prateleira.

De qualquer das formas, divirta-se, simplifique e – tal como uma criança – encontre a magia desta quadra.