100% de desconto

 

Ah, essa coisa fantástica que são os saldos e as promoções!

Como não resistir? Vemos coisas lindas, úteis ou com tecnologia de ponta a metade do preço! É de aproveitar!

Ou não?

Antes de partir para as lojas e se deixar deslumbrar pelas novidades com desconto, dê um passo atrás.
Refresque a cara e a mente, e antes de sair de casa, olhe para o conteúdo da sua casa: armários, estantes e gavetas. Como se sente ao olhar lá para dentro? Precisa de alguma coisa? Talvez tenha um armário cheio de roupa que não usa e sente que precisa de ir às compras para o “refrescar”… Stop!
Antes de mais, é importante eliminar os excessos e as coisas que realmente não gosta, para ter uma noção exacta do que usa e do que pode precisar.

Aqui vão algumas sugestões para evitar toldar o discernimento nesta altura de tentações.

 

 

1 · Faça uma lista
Ao escrever o que precisa ou o que gostaria de ter, já vai visualizando mentalmente e assim estará mais atento quando vir algo do género na loja. E menos propenso a distrações.

2 · Fotografe
Quando vê algo ao qual mal pode resistir, fotografe-o! Num primeiro momento já nos sacia um pouco o ímpeto do consumo. Ter uma fotografia daquilo que queremos dá-nos uma breve sensação de “ter” a peça. Medite sobre o assunto durante algum tempo, seja um dia ou uma semana. Ainda o quer? Gosta tanto da peça que se vai dar ao trabalho de voltar à loja e esperar na fila para a comprar?

3 · Defina um orçamento
Se se puser um limite a si mesmo, vai tê-lo em consideração! Não importa se é uma pechincha, se vai ser “mais uma” peça no armário, já lhe está a sair caro. Muitas coisas baratas somam no preço. Com um limite de valor a gastar, vai ter de fazer escolhas e opta pelas peças que mais gosta.

4 · Mas se tiver mesmo de ser…
Se não conseguir resistir à compra, certifique-se que pode trocar ou devolver mais tarde –  e guarde o talão. Entretanto, veja se se sente inspirado a usar o novo item e se for uma peça de roupa, veja as possíveis combinações com o que já tem. Porque às vezes, na calma da casa, percebemos que afinal a peça não faz o nosso estilo ou não combina muito bem com o que temos. E nesse caso, é bom ter um plano B.

 

Roupas diferentes não nos fazem mais magros, mais acessórios bonitos não tornam as nossas casas mais acolhedoras, uma promoção fantástica – não importa o tamanho do desconto – não nos faz poupar dinheiro.

· Ruth Soukup

Ano novo todos os dias

 

É bom e importante tirar um bocadinho todos os dias para reflectir e questionar se estamos a viver a vida que queremos viver.

Inevitavelmente, a Passagem de Ano surge com um forte simbolismo do poder “começar de novo”. E com ela, as resoluções do ano que chega.

Mas… se se propõe a uma nova resolução – seja reorganizar a casa, praticar desporto ou até dar mais tempo aos amigos – três coisas são exigidas desde logo: visão, prioridade e acção.

 

 

Visão é a primeira meta a atingir. Ao criar uma imagem mental do que o fará feliz, tem presente a recompensa deste compromisso. Imagine-se numa casa fresca, acolhedora, convidativa. Imagine o que é abrir os seus armários e sentir um prazer renovado todos os dias com as coisas a brilharem cada uma por si. Sentir plenitude quando entra no seu “ninho” porque cada peça é o reflexo de si e do seu estilo de vida.
Seja qual for a essência da sua motivação, desenvolva-a, agarre-a e concentre-se nela! É esta que o vai levantar quando estiver cansado e prestes a desistir.

Prioridade. Criar espaço no seu calendário e na sua vida já tão preenchida. Force-se. Tome iniciativa! Nem que comece com um par horas por semana.
Lembre-se que dizer que sim a algumas coisas requer dizer que não a outras. E seja realista. Roma não se fez num só dia. É preciso persistência e consistência.

E por fim, assuma a responsabilidade!
Acção! Porque sem esta parte, nada acontece. Podemos desejar e falar no assunto, mas sem pôr mãos à obra, não ficamos mais saudáveis, nem mais organizados, nem mais presentes.

 

 

Assim sendo, vai querer que o novo hábito se incorpore no seu dia-a-dia de modo natural. Para isso, tente descomplicar o processo. Torne-o num gesto fácil. Na nossa natureza humana, enfrentamos as coisas difíceis com desagrado e tendemos a não mantê-las por isso mesmo. Simplifique e faça da tarefa o mais agradável possível. Verá que encara tudo com outra disposição.

Aconselho a obra de Charles Duhigg ” A Força do Hábito”, que mostra de forma clara e aprofundada como podemos criar novos hábitos e transformar  o modo como vivemos.

Assim, aproveitando a deixa de hoje, pergunto: A sua casa reflete a sua visão? Ou as peças que lhe são realmente importantes ficam diluídas nos dias, no meio de outras coisas que acha que “tem que ter”?

A um 2018 mais leve!

 

Salvar

Salvar

Salvar

O melhor presente é estar presente.

 

Esta é uma expressão que se ouve cada vez mais, e que apoio plenamente!

Mas a verdade é que, envolvidos na correria do costume, embrenhados nas mil e uma tarefas nestes últimos dias para que não falte nada e haja tudo para toda a gente… talvez não tenham tido tempo para meditar sobre o tema.

Ao longo destas semanas, tal como em todos os Natais, tem-se vindo a cultivar uma imagem e uma ideia de fartura. Fartura de comida, de gente, de tradições –  e presentes. E esta semente que se vai plantando nas nossas mentes, cria expectativas. E expectativas normalmente geram pressão. A pressão para ser tudo perfeito.

Muitas das nossas tradições dão-nos prazer por isso mesmo, porque é uma rotina associada à quadra, e a “espera do prazer é só por si um prazer”. Mas não nos esqueçamos da essência do que devia ser este período. Muitas vezes este “pózinho mágico” do Natal, que é receber o calor de um abraço e a luz de um carinho, fica abafado pelo tanto que temos de fazer para que as festas sejam perfeitas.

Esta noite, a de 25 de Dezembro, cria um momento perfeito de reflexão.

Então pense…

As tradições que cumpre, dão-lhe alegria ou é mais uma tarefa que tem de ser feita? O tempo e energia que gasta na busca de presentes, dão-lhe prazer? Ou preferia canalizá-los de outra forma?
Há alguma coisa que preferisse simplificar?
Talvez possa preparar formas de o fazer no próximo ano.

Se o atrapalha cozinhar todos os petiscos do Natal, talvez possa encomendar alguns. Ou se é stressante para si pôr tudo em ordem no dia seguinte, ofereça um presente a si mesmo e contrate alguém para ajudar, ou vá pedindo ajuda aos convivas… o trabalho dividido custa muito menos!

Se sente que está a receber demasiadas coisas para levar lá para casa, pode ser sincero com os seus e dizer que está numa fase em que procura simplificar o espaço, e que adoraria receber experiências ou consumíveis.  É natural que as pessoas expressem o seu afecto ao dar presentes, mas ser honesto sobre o tema é libertador!

Na procura de viver uma vida mais descomplicada, tornamo-nos mais seguros e realistas acerca de nós próprios e da forma como queremos realmente celebrar esta quadra.