Um apelo à calma

 

Ah!
Cá está ele, o cheirinho a Outono! Árvores vermelhas, folhas no chão, cheiro a castanhas… e montras de Natal!
Mesmo que queiramos apreciar esta calma e certa melancolia do Outono, há um lado de nós que começa a ceder ao burburinho do Natal. Jantares de empresa, de família e de amigos, presentes para todos.

Antes de mais… pausa! Pare, inspire, expire.
Tente encarar esta época de uma forma calma e aprecie-a pelo que é.
E jogue com o tempo a seu favor.
É uma boa altura para combinar lanches de outono, em vez de juntar tudo no mês de Dezembro. Apreciar a companhia das pessoas sem a pressa dos afazeres. Combinar fins de semana fora, ficar na montanha junto à lareira, no campo ou mesmo dar um passeio na praia, onde não se ouve mais nada para além das ondas.

 

 

É também com tempo que pode começar a pensar em presentes, e ir registando as suas ideias. Reflicta, quem são as pessoas a quem vai dar presentes, o que gostam, como passam o tempo. Quem são e o que gostariam de receber de si. Escreva num papel, isso ajuda a pensar e a pôr a imaginação a trabalhar.

Aqui, e ao longo das próximas semanas, vou propor algumas ideias de presentes que servem de alternativa a simples “coisas”.

E, entretanto, deixo a minha sugestão favorita: ajude a alguém a organizar! Este Natal temos uma novidade! Vales The White Room, onde oferece o nosso serviço a quem pensa que pode usufruir de um “processo de leveza”.
Às vezes, é só isso que é preciso, leveza.

Viva esta fase com prazer, e se conseguir planear bem, depois tem tempo para desfrutar dos cozinhados, dos concertos de Natal, dos passeios ao frio e das noites no calor da casa. Sem pressas nem pressões!

 

Eu colecciono colecções

 

Todos nós já tivémos colecções: caricas, latas, caixas de fósforos… Se virmos bem, quase tudo é coleccionável.

Antes de mais: porque é que colecionamos?
Na minha opinião, as colecções têm dois objectivos principais. Primeiro e mais importante, dá-nos prazer. Só olhar traz-nos felicidade, construímos algo que nos orgulha e sentimos uma faísca cada vez que pegamos numa das peças. Por outro lado, é um desafio. Chegar ao fim de algo, termos uma meta. Proporciona-nos o prazer da procura e do encontro, isto é, o passo a passo até à obra terminada.

Mas convenhamos, quando passamos tanto tempo a construir algo e chegamos ao fim, aí, parte desse encanto desaparece.
O objectivo foi cumprido.
Cortámos a fita da maratona, já não há mais cromos para comprar ou a colecção de chávenas foi descontinuada.
Acontecem também as mudanças de interesse que nos façam pensar noutras coisas. O tempo vai passando e já não gostamos tanto daquele tema como quando começámos a odisseia.
Ou então, casos em que a colecção invade tanto o nosso espaço que se torna um peso e uma chatice, em vez de um prazer.
Em qualquer dos casos é natural que seja difícil desfazer-nos dessa colecção. Dizer adeus a algo que passou tanto tempo connosco.

Mas lembrem-se, uma colecção não deve ser uma obrigação. Lá porque a começámos, não temos de a acabar se não quisermos. E definitivamente – não temos de a manter.

Se é muito valiosa, desfaça-se vendendo. Dê um prazo a si mesmo e assuma o compromisso de venda: fotografe, faça uma descrição e ponha online, ou vá às casas de especialidade ver quem a compra, ou até talvez, feiras de segunda mão.
Mas, há que ter em atenção que o valor das coisas corresponde à procura das mesmas. Ou seja, se ninguém a quiser, vale mesmo esses 200€? A verdade é que para nós corresponde a um valor do nosso tempo e esforço, e isso é que lhe deu piada. Mas se ninguém estiver interessado em pagar esse investimento, talvez possa baixar o preço ou até dar. De qualquer das formas, liberta esse peso.

No meu caso, que coleccionei sacos de papel e canecas, dei-lhes bom destino. Os sacos serviram (e ainda vão restando alguns) de recipientes para papel para reciclar. E as canecas, bom, seleccionei as que eu gostava mesmo, e as restantes 90% foram oferecidas.

Não te apegues a um erro só porque passaste muito tempo a fazê-lo.

-Aubrey De Graf

 

 You’ve got mail! PARTE II
ONDE GUARDAR O CORREIO QUANDO CHEGA

A meu ver, a melhor forma de lidar com correio é ter um espaço designado para ele assim que chegue. E nesse espaço, ter três divisões:

· Tratar: coisas que precisam de resposta ou acções – ir pondo por ordem de urgência, assim já sabe automaticamente se há assuntos urgentes ou só para tratar daqui a um mês. Se tiver vários membros na família, pode ser conveniente uma pasta por pessoa (Não vale encher a porta do frigorífico com papéis por resolver).

 

 

· Arquivar: documentos importantes que precisem de ser arquivados. Atenção ao que decide guardar, tente ser objectivo e prático.

· Há uma terceira categoria que pode ou não estar perto das outras: Lazer (revistas, jornais…). Se preferir pode tê-la no quarto para ler antes de dormir, ou na sala para agarrar quando esteja relaxado no sofá. É na casa-de-banho que passa mais tempo a ler? Força, instale lá um suporte de revistas!

Estas três categorias podem ser suportes verticais, ou pastas estreitas, para que não se chegue a acumular demasiado. Não espere que estas divisórias estejam a abarrotar para olhar para elas: defina um dia por semana (ou com a frequência que lhe seja mais cómoda), e enfrente-as. Vai ver, se for com alguma regularidade, pode demorar 5 minutos e já está!

Coisas pendentes pesam bem mais na nossa mente do que o que se poderia esperar.

-Marie Kondo