3 ERROS COMUNS AO ORGANIZAR

 

Quando está motivado para organizar o seu espaço, há que contornar alguns obstáculos que dificultam o processo.

Para poder poupar tempo e dinheiro, aqui vão 3 erros a evitar:

Comprar sistemas de arrumação antes de começar

Os armários, separadores ou caixas são ótimos para otimizar espaço e deixar o compartimento super organizado. E apesar de ser tentador ir à sua loja favorita para comprar sistemas de organização, a minha sugestão é que deixe para depois. Primeiro, porque ao eliminar os excessos acaba por libertar caixas ou armários que podem vir a ser úteis. Segundo, porque só aí é que consegue ter uma noção realista do volume de coisas que ficam. E assim arranja a solução com a forma e tamanho adaptado ao que tem.

 

Não eliminar

Para ser bem feita, a organização vem também com algum destralhe. É evidente a importância de retirar da sua casa tudo o que não usa ou não lhe dá especial gosto. Ainda assim, nunca é demais reforçar a ideia. Não caia na ratoeira de simplesmente mover as coisas de um quarto para o outro ou de uma caixa para outra. Por outro lado, resista à tentação de pôr o máximo de coisas numa gaveta, compactando tudo e assim dando a impressão que ocupa menos espaço. Pois se reparar, esta é uma organização apenas aparente. A verdade é que só mudou a confusão de sítio.

Organizar uma só vez

A Grande Organização é por si só um evento importante, e sem dúvida marca a mudança no seu espaço. Mas tal como chegou à conclusão que os seus gostos, hobbies, e preferências têm mudado com o tempo, isso vai continuar a acontecer. E além do mais, mais coisas vão continuando a chegar até sua casa. Depois da primeira levada, continue a questionar-se se pode melhorar o seu ambiente. Há alguma forma mais adequada de ter as coisas? Existem objetos a mais? Se este processo não lhe surge naturalmente, marque uma organização rápida de tempos a tempos. Não adie o que lhe pode trazer maior bem-estar.

Salvar

Sete e sete são catorze, com mais sete, vinte e um

 

É importante sabermos o nosso estilo.

O que nos fica bem, o que é prático no dia-a-dia, e aquilo que gostamos de usar.

É a nossa forma de expressar a nossa personalidade e os nossos gostos, e o essencial – sentirmo-nos bem.

E às vezes gostamos tanto de algo, que compramos mais um e mais um, que “dá sempre jeito”.
A verdade é que tendemos a gravitar sempre à volta do mesmo tipo de objetos, porque gostamos e quando vamos a uma loja, os nossos olhos são atraídos para esse tipo de peças. E algumas das vezes, acabamos por comprá-las, sem nos lembrarmos que já temos algumas do mesmo género lá em casa.
Então proponho um exercício.
Vá até ao seu guarda-fatos e junte todas as peças de roupa parecidas lado a lado – por tipo e por cor/padrão: calças caqui, t-shirts brancas, blusas floridas, calças de ganga, casacos de malha, corta-ventos, etc.

Talvez fique surpreendido – tal como eu da primeira vez que o fiz – pela quantidade de coisas “iguais” ou do mesmo tipo no seu guarda-roupa. Mas se reparar, o mais provável é que só use uma pequena parte destas. Ou seja, dentro das coisas parecidas que temos, há sempre uma ou outra peça que tem um detalhe que gostamos mais, o tecido, a forma como veste ou como combina com as outras roupas.

Acontece que no nosso dia-a-dia costumamos escolher as coisas que realmente nos assentam bem, ou que nos fazem sentir mais confiantes e confortáveis.

 

 

Agora, a segunda parte do exercício é importante: entre as peças do mesmo género, selecione as que gosta mesmo e separe as restantes para longe da vista…. Depois de algum tempo, sentiu falta delas?
Talvez não tenha sentido essa falta porque na maioria das vezes, nem sequer temos dias suficientes para usar toda a roupa que temos! Por isso, porque não simplificar e ter um guarda-fatos só com a roupa que nos apetece usar?

A verdade é que se tiver um par de t-shirts brancas perfeitas a uso, talvez não precise de procurar por mais uma.

Neste artigo damos o exemplo de roupa, mas o mesmo se aplica também a acessórios, livros, utensílios… todo o tipo de objetos.
A chave é sermos honestos com o tempo e o espaço que temos – e sobretudo, com o nosso gosto atual.

No meio disto tudo, a boa notícia é que a repetição mostra como somos consistentes nos nossos gostos…!
A má notícia, é que se as coisas não estiverem devidamente organizadas, acabamos por comprar e ter coisas iguais – não tão bom para a carteira nem para a sua casa.

Salvar

Super alimentos!

 

Quem nunca se rendeu a um super alimento que atire a primeira baga Goji!

Também na nutrição há modas e tendências. Nesta busca de  experimentar novidades e valorizar uma boa alimentação, acabamos por descobrir coisas novas que prometem todos os nutrientes necessários.

Seja a semente chia, a quinoa, semente de papoila, açaí, spirulina, clorela, linhaça, bulgur, chá matcha… a lista é enorme.

Sentimo-nos naturalmente curiosos e queremos incluir no nosso quotidiano. Compramos, estamos motivados e usamos durante a primeira semana, e muitas das vezes, voltamos à nossa rotina normal passado pouco tempo.

Acontece que o pacotinho cheio de vitaminas e minerais vai para a despensa, e depois disso, puf!, não nos lembramos mais dele.

 

 

 

Se estiver disposto a comprar um novo tipo de alimento, o ideal é tê-lo à vista e de fácil acesso na cozinha para se lembrar que o tem. Use-o regularmente até acabar a embalagem, integrando-o gradualmente nos seus hábitos alimentares.  Assim também vai ganhando experiência em cozinhar e combinar as novas aquisições. 

Entretanto, pode ir comprando uma ou duas variedades de novos alimentos de cada vez, e dar oportunidade para sentir realmente quais as suas qualidades e benefícios. Se o fizer de forma sazonal também tira maior partido. Por exemplo, se gosta do bulgur em saladas frias e sementes de chia, é uma boa opção para quando chegam os dias quentes. Ou opte pelas infusões e linhaça para pôr na sopa quando começa o outono.

Assim dá tempo e lugar para apreciar estes sabores.  E se notar que não se sente melhor ou não gosta especialmente do sabor, então não volte a comprar.

O mesmo se passa com um novo molho, especiarias para temperar, um novo tipo de arroz ou as bolachas que viu na televisão.

Esta é a forma mais eficaz de perceber se realmente gosta da nova aquisição, e evitar que as coisas se acumulem e sejam abandonadas no armário até passarem de validade.

Imagem de Thomas Peter