três dicas para a cozinha

 

Há uns dias tivemos a oportunidade de mostrar n’A Praça da RTP1, algumas dicas de organização na cozinha, esse compartimento tão importante na nossa casa. Dicas que nos permitem ter uma melhor gestão de espaço e tempo no dia-a-dia.

Então, abordámos três principais tópicos: tupperwares, panelas e stock de alimentos. Estas categorias podem ser problemáticas mesmo sem darmos por ela, uma vez que é frequente haver excessos e uma organização inadequada para o espaço de arrumo.

Assim, resumimos aqui o que foi falado e damos alguns exemplos.

TUPPERWARES

Rever o que tem e retirar o excedente  – caixas sem tampa, já danificadas ou demasiadas repetições que não sejam precisas. Este é o primeiro passo para evitar que os tupperwares ocupem demasiado espaço. De seguida, decidir como organizá-los.
Apesar de parecer mais fácil arrumá-los já com tampa, acabam por ocupar muito mais espaço dessa forma.
O ideal é encaixá-los como se fossem uma boneca matrioska – separando por forma e encaixando os mais pequenos dentro dos maiores. As tampas devem ficar na vertical, agrupadas por formato e colocadas ao lado dos correspondentes.

 

 

 

PANELAS

Mais uma vez, analisar o que há a mais: desde redundâncias, passando pelas panelas que simplesmente não usa. Sugiro que fique com as mais versáteis, e as que gosta mesmo de usar. Os excedentes, esses, pode dar a alguém conhecido ou a alguma instituição.
É verdade que ocupar o espaço vertical é bom, mas empilhar demasiadas panelas é um problema já que se tornam inacessíveis. Assim, o ideal é:
• usar prateleiras adicionais para criar camadas verticais (podem-se encontrar no IKEA, Leroy Merlin ou semelhantes);
• virar o testo ao contrário para poder colocar uma panela por cima da outra, ou
• usar a técnica da matrioska, isto é, retirar as tampas e encaixar uma na outra. Aqui não recomendo mais do que 2/3 juntas.

 

 

 

 

STOCK e despensa

Verifique o que tem. Datas expiradas? Produtos que comprou por curiosidade, mas que afinal não gosta ou não sabe usar? Estão a ocupar espaço e devem ir.
Separe por tipo: conservas, bebidas, especiarias, chás…etc. Desta forma pode criar nichos claros para que, assim que lhe falte algo na cozinha, já sabe onde procurar. Para ajudar visualmente, pode separar estas categorias em cestas ou tabuleiros.

Para organizar:
• coloque as embalagens maiores atrás das mais pequenas, para conseguir ver tudo
• se forem todas mais ou menos do mesmo tamanho, use prateleiras adicionais para criar diferentes níveis
• coisas novas que entrem vão sempre para trás das mais antigas – assim garante uma rodagem constante do stock, e e evita que fiquem coisas esquecidas.

 

 

 

 

Organizar papéis para organizar economias

 

Se sente que tem de rever as suas economias, o nosso método preferido também o pode ajudar!
No que toca a papeladas, ver tudo o que tem, eliminar excessos e resolver temas pendentes é um dos primeiros passos e que pode ser uma mais-valia para suas finanças.

A verdade é que ao abrir e mergulhar nos seus dossiers, acaba por se deparar com diferentes tipos de documentos – e se o fizer com atenção, percebe que pode reduzir e controlar alguns gastos. Ou seja, é normal que se depare com investimentos que pode perfeitamente optimizar.

 

 

Vejamos alguns temas e como pode lidar com eles:

• Seguros: quer tenha um ou vários, é importante ir revendo anualmente quanto está a pagar. Certifique-se que está a ter a melhor opção para si, consulte a concorrência, simule se lhe fica mais em conta juntá-los ou tê-los em empresas separadas e veja se têm tarifas atualizadas. Reduza redundâncias. Por exemplo, se o seu cartão de crédito ou contrato de trabalho lhe oferecem um seguro de saúde, precisa mesmo de contratar um à parte?

• Cartões multibanco e de crédito: quantos tem? Que comissões paga? Usa todos? Se tem vários cartões por diferentes razões – um porque lhe oferece facilidades em compras online, outro pelos descontos em bombas de gasolina e mais um pelas promoções nalgumas lojas e hotéis – confirme se as comissões compensam o que poupa com eles.

• Net, televisão e voz: se já acabou o período de fidelização, sinta-se na liberdade de comparar preços e tarifas. Veja a utilidade que dá diariamente às telecomunicações e analise se precisa mesmo de toda a tecnologia e tráfego que o seu tarifário lhe oferece. Talvez até consiga satisfazer as suas necessidades com uma modalidade mais simples e ainda poupar algum dinheiro.

• Poupanças e aforros: Quanto está a ganhar com os juros? Quanto paga de taxas de manutenção e comissões? Compare com diferentes bancos, e não tenha receio de fazer perguntas básicas nos balcões de atendimento. Se há uma sigla ou expressão que não conhece, certifique-se que isso não envolve também um gasto que não conhece.

Assim:
Se procura sentir maior controlo sobre as suas finanças, perceber e prevenir prejuízos desnecessários, sente-se, enfrente o desafio e faça as contas.
Mesmo que poupe pouco em cada tema, se juntar periodicamente tudo o que poupou, vai ver que pode mimar-se com algo bom no fim do mês, ou algo ainda melhor no fim do ano!
E como bónus: liberta-se do peso das papeladas a mais!

Salvar

Salvar

VAMOS ÀS COMPRAS

Ainda no seguimento do artigo anterior, quando decidimos organizar o guarda-roupa, é essencial saber decidir o que fica e o que não.

Assim coloco mais uma questão interessante que ajuda sempre!

Voltava a comprar esse item?

Imagine que está numa loja, que era a sua roupa que estava à venda. Assim, tal qual está: com esses borbotos na bainha, ou aquele furinho na manga.

Se fosse hoje, voltava a comprar?
E não se importava de ficar 20 minutos na fila para pagar?

Esta pergunta levanta sempre o véu do interesse. Porque às vezes basta pôr-se à prova com esse tipo de perspetivas, para perceber o valor real que algo tem na sua vida e dia-a-dia.
Percebe também se tem cuidado bem desse item ou não. Aliás, caso esteja na dúvida se compraria a peça – não fosse o tal furo, mancha ou borboto – sugiro que trate desses detalhes e depois volte à mesma pergunta.

 

 

Também é provável que tenha uma peça que lhe foi cara, mas não usou tantas vezes quanto isso, ou – olhando para trás – percebe que o dinheiro que investiu não lhe deu retorno.
E com retorno quero dizer bem-estar, confiança, e uso.

Se soubesse o que sabe hoje, voltaria a fazer esse investimento?

Talvez tenha peças que, quando as adquiriu, pensou que as ia usar até à exaustão, mas entretanto apercebeu-se que até agora não lhes deu muita utilidade. E este tipo de conclusões só vem com o tempo – por isso é que é tão bom questionarmos o que temos de vez em quando.

Então:
Se a resposta a estas perguntas for não… será que vale o espaço que ocupa na sua casa?
O melhor é mesmo aliviar para poder encaixar as coisas que realmente gosta, hoje!