de pequenino II

 

Na semana passada falámos de todas as coisas boas que vêm de um quarto mais tranquilo e espaçoso para os mais pequenos.
Para chegar a esse equilíbrio entre criar um espaço leve mas divertido para o seu filho, há que começar por algum lado.
Qual a melhor forma?

Seleccionar

· Junte tudo no mesmo sítio, no chão ou na cama por exemplo, para a criança ver em frente a ela a quantidade de coisas que tem (às vezes pode ser avassalador, mas não se preocupe).

· Pode já ir separando as peças partidas ou estragadas. A não ser que o seu filho goste muito e ainda brinque com elas, é altura de irem!

· Comece por perguntar quais os brinquedos que realmente gosta. Primeiro pergunte pelos 3 favoritos, e depois vá alargando a lista, até ficarem para o fim os que despertam menos interesse. Assim já filtra naturalmente os brinquedos que ficam e os que sabe que nunca vão ser usados.

· Este processo de seleção é muito simples. Como as crianças não têm as pressões sociais ou do valor das coisas, são mais facilmente honestos com o que gostam e o que não gostam.
Atenção! Como pai ou mãe, esforce-se por ser imparcial e não impôr a sua opinião, mesmo que tivesse sido dado pelos avós, ou fosse muito caro ou muito didático.
Lembre-se, se o pequeno não gosta de algo, é pouco provável que alguma vez lhe pegue.

· Se se sentirem hesitantes em dar os brinquedos, explique para onde vão, e que vão ser usados por meninos que se podem divertir com eles. Aqui está um bom exercício de partilha e consciência do próximo.

· Não se esqueça de dar o exemplo. Ao ver que os pais também se libertam de coisas, é mais fácil seguir o modelo.

 

Organizar

Mesmo com menos brinquedos, para mantê-los orientados são precisos alguns truques.

· Na maior parte das vezes, o que eles querem é ter pessoas à volta. Assim, no compartimento onde passa mais tempo, arranje um bom canto para brincar, e assim está definida uma zona de brincadeira perto de si.

· A portabilidade é importante. Por exemplo, ter um cestinho de transporte (não muito grande). Onde quer que brinque, depois pode pôr tudo no cestinho e devolver onde pertence.

· Para se lembrar de brincar com as coisas, é essencial ter tudo à vista! E acessível.

· Não há necessidade de organizar por categorias, uma vez que pode ser mais criativo ter os brinquedos misturados – um peluche ao lado dos legos e do jogo de chá, por exemplo.

· Se optar por esconder ou arrumar alguns brinquedos, vá rodando entre os que estão na prateleira.

 

Manter

· Talvez seja invulgar, mas penso que é a melhor solução. Comece por pedir aos amigos e família para não dar jogos ou brinquedos. Podem dar outro tipo de presentes como uma ida ao cinema ou ao parque de diversões. Ou então, se fizer questão de marcar o momento com algum objeto, em vez de cada pessoa dar algo, peça às pessoas para se juntarem entre elas e dar algo que o pequeno queira mesmo.

· Habitue o seu filho à dinâmica de entra-um-sai-um. Assim entende que há que fazer escolhas, e se querendo muito algum, terá que eleger desde logo outro para sair.

· Recorde! Quando lhe comprar brinquedos, faça questão de os adaptar ao gosto, à idade e ao nível de desenvolvimento. Cada criança tem o seu ritmo, e não é preciso forçar algo que “gostava” que ela brincasse. A verdade é que se for demasiado infantil ou demasiado maduro, não lhes desperta o interesse.

E – o mais importante – faça-lhes companhia! Faz um brinquedo mil vezes mais divertido!