Como evitar recaídas e abrir precedentes

 

Já lhe aconteceu limpar uma superfície, deixar tudo organizado e leve… e passado uns dias voltar à confusão que estava antes?

Como se esse espaço que acabou de arrumar estivesse condenado à desordem, e afinal de contas – para quê organizar se daqui a nada vai tudo voltar ao mesmo?

Seja a secretária, a mesa da cozinha, o móvel da entrada, ou o armário da casa de banho…

Não desanime nem se conforme com a situação.

A culpa não é da sua vida ocupada ou da quantidade de papeladas e coisas que chegam a sua casa em fluxo contínuo (se conseguir reduzir aqui, também ajuda). A culpa também não é da sua “incapacidade de ser organizado”.

 

O problema real é não existir um sistema prático de organização – o que faz com que seja mais fácil chegar e pousar.

E quando isso acontece – o chegar-e-pousar –  é muito perigoso.

Entra um papel, silencioso e pequeno, depois um panfleto do supermercado… e quando dá por ela, já tem uma pilha indecifrável de publicidade, afazeres e documentos importantes.

 

 

O que se passou aqui é que abriu precedentes. 

Ao pousar os primeiros papéis, na realidade deu autorização aos outros que também viessem. Disse caos que voltasse. Abriu as portas e disse-lhe: “Entra, instala-te. Estás à vontade. Faz como se estivesses na tua casa”. E o caos adora isso.

É como um convidado indesejado com quem não sabemos lidar.

Então, como lidar com isso?

É mais simples do que parece. Mas precisa de algum empenho inicial de sua parte. E mais tarde vai-se tornando natural e automático.

Numa frase simples: não tenha coisas pousadas ao acaso.

Ou seja, no que toca a superfícies, defina o que vai para onde e mantenha esse regime.

 

 

Tenha destinado um sítio para tudo. De preferência, com espaço limitado e de fácil acesso. Por exemplo na secretária, implemente um par de suportes ou separadores verticais (ocupam menos espaço) para ter publicidade, temas pendentes, etc.

O importante é que vá reservando algum tempo para resolver essas questões e esvaziando o cada separador.

E o mesmo se aplica em qualquer outra zona da casa. Tenha bem claro para onde vão as coisas e se viver com mais pessoas, comunique-o. Assim, as notificações da escola e trabalhos dos seus filhos vão para um sítio designado, bem com o correio ou as facturas, escusando de ficar tudo acumulado na mesa da cozinha ou no aparador da entrada.

E lembre-se – como diz Peter Walsh – se não começar uma pilha, ela não cresce.

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