Caso seja preciso

 

É daquelas pessoas que prefere ter um stock abundante em casa, “caso seja preciso”?

É muito comum haver promoções em vários tipos de produtos, sejam artigos de higiene, utilidades, alimentação ou até beleza. São descontos “limitados ao stock existente” ou apenas válidos por uns dias, e por isso quase irresistíveis. É perfeitamente natural que se queira comprar a mais para aproveitar esse desconto.

Mas qual é a fronteira entre o poupar e trazer coisas a mais para casa? Aliás, o que é que esse “poupar” implica no seu espaço?

 

 

Acontece que quando nos deparamos com promoções, somos inevitavelmente atraídos para elas e muitas vezes compramos até coisas que não precisamos! Ou compramos um volume muito maior do que a necessidade só para aproveitar.
Cada família, estilo de vida e espaço são diferentes, por isso nunca há uma quantidade certa de coisas.
Mas se costuma ir às compras semanalmente, não é necessário abastecer-se para um mês ou dois. Porque na realidade, há descontos com muita frequência! Dão-nos a entender que “é agora ou nunca”, mas raramente se dá o caso.

Também é importante saber que se o seu armário/despensa/prateleira é limitado, deve adaptar-se a esse espaço, em vez de se expandir para o chão ou outros locais, só para fazer caber o stock que comprou. Porque aí é que entra a tranquilidade, conforto e funcionalidade da sua casa, que não devem ser comprometidos!
Por exemplo, se só tem vaga para 12 rolos de papel higiénico pode evitar comprar um pack de 24 ou 36, mesmo que tenha um super preço.

Aqui estão princípios para gerir melhor o seu stock:

Quantidade mínima. Defina para si mesmo qual a quantidade mínima que o deixa confortável. Ou seja, o sinal para que precise de comprar mais. Seja um pacote de arroz ou a embalagem de champô a meio, esteja atento a partir daí para possíveis descontos.

Vaga. Ao fazer a compra, certifique-se que tem espaço suficiente em casa. Pode ser frustrante perceber que tem que apertar e atafulhar o seu espaço se tiver comprado coisas a mais.

Rotação.  A regra é simples: o primeiro a entrar é o primeiro a sair. Ao comprar novos produtos, disponha-os atrás dos antigos. Assim evita ter stock parado, e não corre o risco de ter em casa coisas fora do prazo. Se comprou algo por impulso que afinal não usa, dê a alguém que possa apreciar.

 

E lembre-se, sempre se pode tranquilizar pensando “qual o pior cenário possível?” Porque afinal de contas, caso falte algo nunca é tão dramático como possa parecer. Quase nada é insubstituível, e há sempre mini-mercados ou lojas perto para os essenciais.