Vamos começar?

 

Provavelmente, quando ouve falar num organizador profissional, ocorre-lhe logo um cenário típico: uma casa atafulhada até ao teto e uma pessoa que guarda todo o tipo de coisas.

Existe de facto um distúrbio diagnosticado como Acumulação Compulsiva, que precisa de ajuda quer dum psicólogo quer dum organizador.
Mas esta profissão é muito mais do que isso – aliás, pessoas que sofrem deste transtorno são apenas uma pequena parte do espectro dos clientes.

Na maioria das vezes, um organizador profissional dedica o seu trabalho a pessoas activas que simplesmente estão demasiado ocupadas e cansadas com o trabalho, família e dia-a-dia. Pessoas que precisam e valorizam a importância do seu espaço. E muitas das vezes até se sentem entusiasmadas para melhorar o seu ambiente, só que não sabem bem por onde começar, ou até como manter a motivação.

A verdade é que nós, organizadores profissionais, não temos uma poção mágica para fazer com que a sua casa fique perfeita num piscar de olhos. Mas sabemos como fazer acontecer.

 

 

Eis o que realmente fazemos e como podemos ajudar:

Contratar um organizador é como contratar outro serviço qualquer

Pode haver uma certa reticência em contratar alguém para fazer algo “que toda a gente deve conseguir fazer”. Acontece que, tal como a maioria de nós não consegue cortar o nosso próprio cabelo, costurar as nossas roupas ou ensinar os nosso filhos a matéria escolar, não há problema nenhum em precisar de ajuda para organizar. Não é tão simples ou rápido quanto parece, e ter alguém especializado facilita tudo para si.

Começar peço início

“Para estudar e trabalhar, o que custa é começar”. Quando o problema é simplesmente dar começo à tarefa, ter um organizador é o melhor. Ajuda-o a estabelecer um ponto de início, e propõe um plano de acção. Controla-se o tempo e o andamento dos afazeres.  E assim não há muito por onde divagar. É simplesmente seguir passo por passo e ir vendo os resultados.

Ajudamos a lidar com a ansiedade que vem com a organização

Na maior parte das vezes, só a ideia de enfrentar as coisas traz sentimentos de ansiedade e frustração. A verdade é que enfrentar as suas coisas significa enfrentar-se a si mesmo. Lidar com os seus pertences é também lidar com os seus diferentes anseios, sonhos, projectos e bagagens do passado. Nem sempre é fácil, e ter alguém em quem possa confiar e desabafar sem se sentir julgado aligeira todo o processo.

 Não é só destralhar, ajudamos a criar hábitos

Munido de bons sistemas e estratégias, um organizador acompanha no destralhe, mas mais do que isso, ajuda a criar novos hábitos. Tal como não se emagrece por comer uma salada, também não se organiza uma casa com um par de sessões. São precisos novos hábitos e uma mentalidade preparada para evitar que a desordem volte a invadir a casa. Ou seja, não é tanto acerca das coisas, mas sim acerca da pessoa que as tem e interage com elas.

É preciso saber que a organização é um passo natural na procura do seu bem-estar e que contactar um profissional pode ser para todos.
Se já pensou em viver num ambiente mais leve e confortável, por que espera?

 

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A cozinha é o coração do lar…

 

Como está a sua?

A cozinha é a divisão da casa onde normalmente passamos grande parte do nosso tempo em casa. Seja a preparar as refeições, a arrumar, a confraternizar, a conversar ou sozinho a beber alguma coisa.
Por isto mesmo, é também aí onde se junta uma enorme variedade de objetos. Para além dos apetrechos de cozinha (que podem ser muitos), ora são faturas, jornais, brinquedos, gadgets ou tralhas indefinidas. Assim, acabam por se acumular coisas que pouco ou nada têm a ver com o propósito deste compartimento.

Então, as superfícies vão ficando com menos espaço de manobra e com mais coisas para limpar e arrumar. Também os armários ficam apertados e confusos, por vezes até com alimentos bem lá atrás, de que já não sabemos qual a validade. E em vez de ser uma área de dinâmica e conforto, vai ficando demasiado baralhada e sinuosa.

É aqui que entra a importância de uma cozinha organizada e de balcões livres de coisas desnecessárias. E isso começa por três passos simples:

1. BOICOTE A GAVETA DAS TRALHAS

Quase todas as cozinhas têm essa gaveta-patife. É onde cai todo e qualquer panfleto, medicamento, atilho, isqueiro, canetas, fatiador de ovos, ou até moedas perdidas. Se não sabe onde pôr algo, é para lá que vai. Dá-lhe essa permissão para adiar decisões.
Basicamente, é aquela gaveta que se abre para pôr lá coisas, mas onde raramente se vai para procurar (e efetivamente encontrar) algo.

E nisto, acaba por ser um espaço precioso que está a ser mal aproveitado.
Aconselho agarrá-la pelas rédeas, esvaziá-la e ver o que se passa lá dentro.
Separe por tipo e tire tudo o que não pertence: moedas vão para a carteira, medicamentos que não estão a uso vão para a sua farmácia, etc. Tudo o que possa precisar na cozinha mas está disperso, junte: atilhos e molas todos numa caixinha, caneta junta com um caderno, isqueiro e fósforos perto das velas…. por aí.
Verá que lhe vai sobrar espaço para coisas que efetivamente usa e quer ter por perto.

 

 

2. O BALCÃO QUER-SE AREJADO

Torradeira, batedeira, máquina de fazer sumos, cafeteira… a lista é infindável.
Para além de cozinhar, o balcão pode servir para pagar contas, ou até ter os miúdos a fazer os trabalhos de casa. Assim, deve ser espaçoso para trabalhar e fácil de limpar.
Mas com estes apetrechos todos pousados, acaba por tornar tudo mais complicado. A ideia é ter tudo à mão, sim, mas estará assim tão fora de mão ter na dispensa uma máquina de pão que só usa uma ou duas vez por semana? Convenhamos, mesmo que a sua casa seja ampla, é tudo relativamente perto.
Experimente remover as coisas do balcão e coloque só os seus indispensáveis, como sal e azeite, fruta, ou outros items diários. Arrume o resto das peças de forma a que fiquem facilmente acessíveis num armário ou dispensa. Não sente que fica tudo mais leve e arejado? Vá testando quais os objetos que faz mesmo questão de ter aí, e quais os que pode guardar.

3. ENFRENTE O SEU ALTER EGO CULINÁRIO

Um conjunto de pauzinhos chineses e set de fazer sushi; a panela de fondue; formas de cupcakes e bisnaga de decoração…
Todos nós temos uma personalidade-fantasia que vive na cozinha. A minha era a de receber um grupo de amigos para um fondue. Aconteceu uma vez. Na maioria das vezes, preparo eu outro tipo de coisas.
O que quero dizer é: quão essencial para si é ter uma coisa que nunca usou e provavelmente nunca vai usar? É mais importante do que ter uma cozinha funcional e intuitiva?
Dê uma olhada honesta naquilo que tem, e a frequência com que usa. Liberte-se dos acessórios-fantasia, e ganhe espaço para utensílios que adora e realmente lhe apetece usar.

 

MAIS É MENOS

 

Já lhe aconteceu estar num corredor do supermercado em frente a uma prateleira, e ficar paralisado sem conseguir fazer a sua escolha perante as dezenas (ou centenas…) de variações do mesmo produto?
Ou estar num restaurante com um menu enorme e não conseguir optar por um prato?

Desde há muito que acreditamos que mais escolha significa mais… tudo. Mais liberdade, mais autonomia, mais possibilidades para exprimirmos a nossa personalidade através das nossas escolhas únicas.
Achamos que a tal loja com uma infinidade de opções é onde devemos ir, porque de certeza que há a opção certa para nós, e para os nossos gostos individuais.

Mas diversos estudos atuais, quer no campo da psicologia quer da economia, provam que na realidade acontece o contrário.
Quanto maior a escolha, mais ansiosos e frustrados ficamos. Mais dúvidas temos acerca da assertividade da nossa selecção. Será que fiz a escolha certa? Encontrava melhor noutro sítio?
Ou seja, passa a ser frequente sentirmos arrependimento, incerteza e insegurança em momentos simples do dia-a-dia.
Para além do mais, começamos a imaginar tudo aquilo que nos passou lado – as oportunidades potencialmente perdidas – e sentimo-nos menos satisfeitos com a alternativa que escolhemos.
Sentimo-nos menos felizes, portanto.

 

 

Agora, fazendo o paralelo para a nossa casa, já se deparou com um armário cheio e nada para vestir?
Acontece que quando o nosso cérebro encontra demasiada informação e estímulos, tende a paralisar – a chamada paralisia da decisão. É por isso que quando temos uma pilha enorme de papéis ou uma longa lista de afazeres, muitas vezes bloqueamos e optamos simplesmente por virar costas. Ou se tivermos imensos livros de receitas, nem sabemos por onde começar e acabamos por cozinhar algo que já sabemos como fazer e que vai sair bem.
No final, tornamo-nos menos criativos, menos produtivos e menos tranquilos.

Também, como seres ocupados que somos, o período de contemplação para fazer as nossas escolhas é muito restrito.

Se escolher ficar só com o que é melhor para si e realmente gosta, está a limitar a sua panóplia de opções. A limitá-la só para coisas boas e que lhe trazem satisfação. E assim, garante simplificar as coisas para si mesmo.

Escolha reduzir a sua escolha!

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